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Volver e Gram no Armazém 14

Foto de arquivo: VolverFoto de arquivo: Volver
VOLVER E GRAM NO ARMAZÉM 14
data: 12/02/2005 (Sábado) – local: Armazém 14 (Recife Antigo)
com Volver e Gram (SP)
Resenha por Sofia Egito – Fotos por Bruno Arrais

Dois shows ótimos (daqueles que dá orgulho dizer que presenciou, sabe?)
em 12/02/2005 por Sofia Egito

A noite era agradável e prometia. O movimento era um pouco menor do que o esperado para uma noite com Volver e Gram, pois outra grande festa estava acontecendo. Melhor assim: sem sufocos, a platéia se constituía de fãs das duas bandas, que estavam ali porque realmente queriam presenciar os shows.

Eram 23:30 quando os rapazes do Volver subiram ao palco acompanhados de Gleisson Jones (Rádio de Outono) – que assumiu a bateria da banda temporariamente. Subiram cantando uma música – tipo sertaneja – que rola na internet (“eu vou te deletar, te excluir do meu orkut / eu vou te bloquear no ‘êmi-ésse-êni’/ não me mande mais scraps, nem e-mail PowerPoint / me exclua também e adicione ele”), uma tiração de onda, pra esquentar os ânimos. Calculei entre 200 e 300 pessoas, nas primeiras músicas do Volver.

Cantando Alguém, Charminho e Canção Perdida junto com Bruno Souto, o público dançava e aplaudia bastante. Lucy e Não Trate Ele Assim empolgaram a banda e a presença de palco era ótima. A Muito A Sério fez o público gritar a letra e virou um jazz interessantíssimo, onde Diógenes Baptisttella fez um solo de guitarra lindo. Na balada Máquina do Tempo, o público espontaneamente bateu palmas, acompanhando a banda. Ficou bonito. Com Sabor de Choque Elétrico e Não Ria de Mim foram aplaudidas.

Mas quando Bruno Souto chamou Bárbara Jones (Rádio de Outono) ao palco, o pessoal se agitou de verdade. Bárbara e Bruno dividiram as estrofes de Sabe-Tudo e ficou ótimo! Você Que Pediu também mexeu com a platéia. Na comunidade da banda, um cover de Renato e Seus Blue Caps tinha sido requisitado e Feche Os Olhos aconteceu para alegria geral da nação. Fecharam a noite com “Mr. Bola de Cristal” que é animadíssima. À 00:20 o show havia terminado. Durante o show, notei uma coisa esquisita: apesar de o som parecer ok, eu conseguia ouvir todos que falavam comigo… Num show de rock?! Minha mãe não acreditaria…

O Gram abriu o show com Sonho Bom, à uma da manhã. Aproximadamente 500 pessoas estavam presentes e empolgadas. O vocalista Sérgio Filho ora tocava um teclado, ora uma guitarra, ora um violão, ora só cantava, interpretando com uma paixão notável. Sua performance dava tempero a cada uma das músicas que a banda executava: Seu Troféu, Moonshine (cujo backing vocal ficou a cargo da platéia), Quase Ilusão, Faça Alguma Coisa, a nova O Rei do Sol, Reinvento (por um momento, ele parecia que ia chorar) e outras.

Quando a banda começou a tocar sua versão de We Can Work It Out, dos Beatles, a platéia se arrepiou! Sem dar trela pra marasmos, grudaram Come Together e fizeram todos ganhar a noite, gritando o refrão. Entre melancolia e peso, o Gram honrou os fãs recifenses com músicas recém compostas (uma até sem nome!) e uma atuação de respeito. O grand finale: “Você Pode Ir Na Janela”. Foi a hora de se descabelar e, ao final, ler os lábios de Sérgio dizendo “puta que pariu, muito obrigado”. Que mais um fã pode querer? Eu – que nem fã sou – tive vontade de chorar.

Uma hora de show do Gram e mais de 500 pessoas satisfeitas. Dois shows ótimos (daqueles que dá orgulho dizer que presenciou, sabe?), cheios de emoções, como os bons shows devem ser.

Fotos do show Volver e Gram no Armazém 14:

Links:
» Volver no RecifeRock
» Site do Gram

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