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COBERTURA: Festival Virtuemusica

  • Coberturas

“Recife não é uma cidade roqueira”. A frase, de Bruno Souto, da Volver, coube como uma luva ontem, durante a primeira edição do festival Virtuemusica. Fresno, Autoramas e Ludov não levaram sequer mil pessoas (longe disso) ao pátio externo do Armazém 14. Resultado: um vazio imenso, algumas bandas que ainda não tinham maturidade o suficiente para subir num palco, atraso de duas horas no início dos shows e uma total falta de respeito da produção com as bandas Martinez (PE), Fóssil e Mormaço (PE). As duas primeiras não tocaram porque simplesmente não houve tempo para que elas entrassem em cena e mostrassem seu som. A Mormaço, a mais interessante entre as bandas pernambucanas, acabou tocando depois das quatro da manhã, para familiares, amigos e alguns abnegados (como nós) que toparam a aventura de vê-los em tal horário.
A produção não quis definir a ordem de entrada das bandas, para prender o público desde o início. Ou seja, ninguém, nem as próprias bandas, sabia ao certo em que horário tocaria, o que acabou gerando o caos. Coisa de produção inexperiente mesmo.

Quem não foi deixou de presenciar o surgimento de dois promissores nomes da música pernambucana: o inteligentíssimo Tacabos de Guevara e o competente Mormaço. Perdeu de ver a histeria feminina provocada pelo Fresno, o bom show do Ludov e a tristeza que foi presenciar a melhor banda do Brasil hoje, os Autoramas, tocar para tão pouca gente.

Do começo: com o atraso da programação, acabamos também nos perdendo e nos dispersando para fazer hora até os shows começarem. Acabamos perdendo a apresentação da cearense Encarne.

Na seqüência (os palcos eram ladeados, o que acabava dando uma “agilidade” maior entre o shows) entrou a primeira banda pernambucana da noite, a Enffase. Transbordando nervosismo, insegurança e imaturidade, a banda despejou seu “hardcore” mais do que verde, com destaque para a “impagável” (no pior sentido da palavra) “A Roda Vai Rodar”. Ficou nítida a impressão de que ainda precisam de muito feijão com arroz para encarar um palco.

Depois veio o pastiche do Rondó, que de início parecia um subproduto (já?) do Mombojó. Depois não tiveram a menor vergonha na cara em mandar um cover de “Mania de Você”, de Rita Lee, e ficou no ar a sensação de uma banda que faria fácil parte da programação da Nova Brasil FM. Constrangedor.

O nível começou a melhorar de fato com o Bon Vivant, que mostrou um pop competente e maduro, ainda que a coisa mais memorável de seu show tenha sido a cover de “Last Nite”, dos Strokes. Mas mostrou ser uma boa banda com um belo potencial a ser explorado.

Quem também esbanjou competência foi a Porão GB, em show corretíssimo. Conseguiram driblar os problemas de som (que foram muitos), mostraram uma experiência fora do comum para gente da idade deles, e teve o público (que era literalmente deles) nas mãos o tempo inteiro. Não gosto do estilo, mas sei reconhecer um bom show quando vejo.

Depois foi a vez da melhor surpresa da noite, a Tabacos de Guevara. Com nome que remete ao hardcore podreira, a banda faz um som bem mais elaborado do que isso e com letras espertíssimas, como “O meu amigo invisível não gosta de mim”. Não é todo dia que aparece uma banda que se diz influenciada pelo clássico “Elogio da Loucura”, de Erasmo de Rotterdan (aleluia! roqueiros também apreciam boa leitura) e tem peito de dizer que se inspiram nas construções literárias de Chico Buarque. O resultado são coisas inclassificáveis e muito boas, como “Banda de Marcha de Manhattan”, de um humor sofisticadíssimo. Olho neles!

A carioca Ramirez fez um show onde imperou o profissionalismo, e foi a primeira a deixar a entender que as coisas mudaram bastante de uns anos pra cá. Anunciaram uma cover que, segundo eles, era de uma banda “óbvia e impossível de fugir”. Pensei na hora: “lá vem Ramones“. Mandaram então, para minha surpresa, um Green Day que foi tão aceito (ou mais) do que a banda de Joey Ramone. Os tempos e os valores, definitivamente, são outros.

A potiguar The Sinks fez um dos melhores shows da noite. Power trio invocado que sabe dosar camadas de sujeira com momentos mais suaves, a banda soube usar muito bem o palco, mostrou que seus integrantes têm experiência de sobra e abusou do velho rock de garagem gritado a plenos pulmões. E aí sim, finalmente, veio Ramones para estabelecer a ordem natural das coisas. Showzaço.

O Ludov tratou de fazer um pacto de comunhão e de catarse com seus fãs, gerando uma das apresentações mais bonitas da noite, embora a banda tenha errado bastante no palco. Nada que os fãs não perdoassem ou simplesmente deixassem passar batido. Depois do Fresno, foi a banda mais assediada da noite.

O Device foi uma das coisas mais constrangedoras que já vi na vida. Tentam ser ao mesmo tempo “podreira”, Nu Metal e Emo! Possuem partes gritadas (esgoeladas mesmo) com outras de vocais melódicos de uma desafinação sem igual. Bateu então aquela “síndrome da vergonha alheia”.

A noite era indiscutivelmente do Fresno. Uma histeria sem fim (meninas de menos de 18 anos e desmaiando era a coisa mais comum ali) para uma banda que tem a cara-de-pau de usar trechos de playback em suas músicas. O baixista batia palmas e seu baixo continuava “magicamente” a tocar. O som triplicou em altura no show deles, e o ritual de frenesi e transe feminino era mais interessante do que o próprio som da banda, que não sai daquele lugar-comum emo do estilo Baby (da Família Dinossauros): tudo na linha do “precisa me amar”. Algo que começou (em termos de letra) lá atrás, no próprio Rio Grande do Sul, com as geniais letras de dor-de-cotovelo de Lupicínio Rodrigues. Com o Fresno a coisa fica diluída e toda a poesia acaba dando lugar a centenas de frases de efeito sem o menor conteúdo. E tome grito histérico de adolescente em si sustenido! Meus ouvidos estão zunindo até agora…

Engraçado mesmo foi o Revigóroz . Banda que insiste no som dos anos 80, eles tiveram a capacidade de mandar uma versão em português para “Boys Don’t Cry”, do The Cure! O refrão? Virou “Ilusão, você partiu meu coração. Ilusão, chega de viver na solidão!”. Nem Amado Batista faria “melhor”…Duvida? O que dizer então de “Helena, diz que me ama, me leva para a cama e me faz sonhar”. E depois a fama de chato sobra pra mim…

O Autoramas tocou, literalmente, para cumprir contrato, e para quase ninguém, já na casa das três da manhã. Apesar do péssimo som, fizeram um show irretocável, que abriu com “Mundo Moderno” e teve seqüência com todos os hits e riffs ganchudos da banda. Sem falar no estilo Krafftwerk de se portar no palco. Show lindo testemunhado por poucas almas, pois o público do Fresno já havia retornado satisfeito (e sem voz) para a casa.

Sobrou para o Mormaço a árdua e inglória tarefa de tocar para umas trinta pessoas (entre amigos e familiares da banda) depois das quatro da matina, com o sol já raiando. Uma pena, pois o talento ali é visível: pegada bem Strokes, mas sem imitar o Strokes. Pose desencanada, mas sem demonstrar afetação. E um talento (já frisado aqui) que merecia ser visto por mais gente.

Infelizmente o saldo da noite foi negativo. Fóssil veio do Ceará para nada. E o Martinez também não pôde mostrar seu som por culpa única e exclusivamente da produção, que, assim como parte das bandas, mostrou-se amadora. Que os erros aqui não se repitam mais. Amém!

221 comentários em “COBERTURA: Festival Virtuemusica”

  1. o cara do volver disse isso? hahahahhahahahaha
    que mané
    não é uma cidade roqueira pra ele, que nao vive no rock mermo q acontece nos canto,nos undergrounds, e vai presses shows de emo seboso, e quem votou neles? no concurso ai q teve do microfonia, os forrozeiro?
    mas se bem q se eu fosse nesse virtue musica..eu ia dizer mesma coisa nao de recife, e sim do festival.
    quem manda os caras do autoramas se juntar ao fresno e emos num show? se fuderam!

  2. Pois é, as vezes a alegria de participar de um festival desses torna-se um fiasco. sempre sobram pra as atrações locais, e outra, Festival com mais de 5 bandas é duvidoso…salvo exceções como o Rock In Rio, Abril Pro Rock, etc..

  3. hhahhahha
    é
    com 20 reais eu iria num show punk underground em algum canto na rua da moeda, dava 5 e ainda bebia 15 de cana huauhauhhua
    e saia de la na moral

  4. pois é…todo mundo sabe que algumas bandas que entraram foram pensadas, mormaço uma BELA BANDA, martinez também..merecem mais chances! o que avacalha é a tal da device e seus vocais desafinados e berrentos HORRIVEIS!!!!!!!! e algumas outras!!
    tem que aprender produtores..que não adianta botar um carinha que acharam na galera pra fazer a apresentação (pessima por sinal) e bandinhas que surgem assim “não tamos fazendo nada, vamo ser uma banda?” e assim segue dizendo que são rockeiros…ainda mais aqui em hellcife

  5. …Vejamos por onde eu deva começar,eu achei que esse evento foi muito apelativo as bandas tinham quase o mesmo estilo,primeiramente,foi mal divulgado,por isso que o cara levou um fumo…depois tinha muitas bandas em pouco tempo,logo,seria impossivel apreciar todas…ja começou com um problema na aparelhagem…acho que o produtor se iludiu muito por levar uma banda da modinha como Fresno achando que ia dar um publico legal…Eu sinceramente fui so por LUDOV o resto foi consequencia.Tinha algumas bandas muito ridiculas..me senti numa emolandia…Tacabos de Guevara tirou um som muito legal,uma das melhores atrações daqui…Enffase,meu Deus o que era aquilo:A roda vai rodar”,So nao pulei nele porque ele dava dois de mim. Rondó um som meio indefinido… Bon Vivant outra banda boa,Device o que era aquilo um linkin park do paraguai muito ruim…Revigóroz,Robert Smith depois de uma diarreia…acabaram com a balada do the cure.Ramirez e Fresno são bandas bastante apelativas…vi que a maioria dos presentes no show estavam la por eles…Me da um desgosto saber que a juventude vai pra um lado tao apelativo,e as vezes bandas da regiao nao sao tao valorizadas por nao estarem na trilha do malhação ou na mtv.É uma pena,pois isso so traz uma decepção futura pra bandas iniciantes…finalizo com o meu lamento e LUDOV foi do caralho…

  6. Damaged meu querido infelizmente você não sabe reconhecer uma banda de talento,Volver é muito massa.Acho ate bom que vc nao goste pq assim nao vira modinha…

  7. Ludov pode ser uma boa banda, mas a coisa mais óbvia foi que TODO MUNDO esperava muito mais. Inclusive quem foi pra vê-los. E eles não foram a segunda banda mais assediada; a não ser que eu seja cega, Ramirez ganhou o ‘frisson’ de muito mais gente. E na segunda música do Ludov, o que mais se via era gente de costas pro palco, ou dormindo no chão, ou dormindo em pé, ou bocejando de tédio, ou almejando que a vocalista perdesse a voz e fosse embora.
    Device é afilhada dos produtores.
    Tabacos de Guevara fez um grande show, apesar de seguir fielmente uma batida no liquidificador de Vanguart e Velho Ziza, mostrou uma personalidade que agradou a quem estava por lá(pelo menos não vi pessoas dormindo ou entediadas em demasia).
    Percebi um tom deveras pejorativo em “Com o Fresno a coisa fica diluída e toda a poesia acaba dando lugar a centenas de frases de efeito sem o menor conteúdo.”, muito infeliz da tua parte, se era esta a tua intenção. Otto faz músicas sensacionais formando frases sem conteúdo com palavras que, juntas, soam bem. Tive uma leve impressão que se fosse Chico Buarque falando ‘eu não deeeesistir assimmmm, não não…’, o comentário seria um pouco diferente. Quanto ao frenesi feminino por ti citado, The Beatles, considerada a maior banda de rock de todos os tempos, não sabiam qual música estavam tocando na hora dos ‘bis’ dos shows(- “tu viu o que eu fiz na ‘for no one’?”, – “não teve ‘for no one’, foi ‘Let it be’), devido à gritaria feminina que não os permitia escutar NADA além dela. Ou seja, mais uma vez percebi uma infeliz tentativa de limar o trabalho da banda. Momento ironia: vai ver um dia eles vão ser mais famosos que Jesus Cristo…
    Quanto à estrutura, você falou verdades absolutamente incontestáveis, o som estava péssimo, os horários e a não-divulgação deles foi uma falta de respeito para com o público e com as bandas, o preço talvez estivesse alto(e não tinha meia-entrada, que a partir de 7reais é LEI ter!)…e por ai vai…falhas que mostram uma inexperiência na produção. Acontece, fazeroquê…é o começo..
    Não tenho nada a ver com a produção ou com alguma banda, o saldo foi negativo para eles e para o público.
    Acabei de analisar teu texto, impus minhas impressões; evitando colocar meus gostos pessoais nelas. Isso se chama agir com a ‘razão’.
    Saí dali e me deu um alívio. Pronto, agora dei o tom pessoal.
    Um abraço, e cuidado com o que tu escreves naquele caderninho.. ¬¬, e sim, meus olhos filmam..

  8. E o cara do volver falou isso porque ele ganha o dinheiro dele na rebaba da moda pseudocult, que me envergonha MUITO mais do que a moda emo; visto que eles reclamam de adolescentes depressivos em crise de identidade e aparecem, adultos que são(em sua maioria), dias depois com uma barba suja e uma camisa listrada cantando ‘paquetá’ e achando isso bonito. Observação: O QUE TODOS QUEREM SABER: Quanto Mombojó paga aos jornalistas, para falarem tão bem dela??????????

    Rapaz, acho que essa cobertura do virtuemusica foi mais composta pelo teu gosto musical do que pelo festival em si.
    Nem preciso comentar o “a melhor banda do Brasil hoje, os Autoramas…”, isso só serve de marca-texto pra minha frase de cima.

  9. Gottin seus comentários foram melhores que o de Hugo! Concordo plenamente o evento foi mal organizado mesmo, mas quem sabe no próximo se retifiquem o ruim é a impressão que as bandas do sul ficam de nós. Tinha muita banda no Evento fica cansativo pra quem está assistindo e também desgasta o som, o som tem que ser muito bom pra aguentar. O ingresso também estava muito caro, bastava Ludov ou Fresno + outras bandas legais daqui como: Volver, vamoz, carfax, Relles, B asteróide entre outras. Com Richard disse .. com 20,00 dá pra encher a cara e assistir um show legal.. huahuahuahahuhauahua

  10. Parabéns, Malu! De verdade :) Ótimo texto…
    Vamos lá…

    é óbvio que os comentários estão baseados em meus gostos pessoais, pois o texto é assinado por mim.
    ainda assim, vez ou outra, tenho momentos de lucidez, a ponto de elogiar uma banda como o Porão G.B, que faz um estilo que detesto, mas que fez um belo show ontem…

    em relação a Chico Buarque, sou absolutamente radical. Desde 1984 que ele não lança nada que preste, se bem que os livros dele são bons.

    eu tenho um preconceito assumido com emo. prefiro expô-lo aqui e deixar isso claro do que fazer média.

    talvez vc tenha razão, e o Ramirez tenha sido mais assediado do que o Ludov, mas não foi o que vi. Mas acho massa outro ponto de vista, pois nessas questões (como em todas as outras)não tenho 100% de certeza. Por isso acho tão importante o exercício do contraditório. Massa que vc tenha exposto isso.

    considero o show do Autoramas hoje o melhor do rock nacional atualmente. Mas já achei o da Nação, o do Devotos, e até o dos Titãs, fase 1986-1994 (sim, sou velhinho). Sem falar no Sepultura da fase Max. É impossível fugir do critério pessoal em jornalismo cultural. Quem disser o contrário estará mentindo…

    Por último, Malu, fazia tempo que não lia comentários tão inteligentes aqui. O que fazes da vida? Escreve em algum lugar?

    Grande abraço e obrigado por contribuir de forma tão inteligente com o debate. Críticas a crítica de tão alto nível aqui merecem aplausos :)

  11. Penny Lane cadê você minha groupie ?
    Eu era o primeiro da fila no backstage pra te pegar, mas você me trocou por um jornalista, depois o guri da banda emo, depois o cara do sinks, depois autoramas, depois o fresno e finalizou no camarim do ramirez.
    por favor puta casa comigo!

  12. Podemos ser críticos, no sentido de ajudar o próximo a tentar melhorar e crescer. Usar expressões fortes, tentando destruir ideais e lutas de grupos que estão começando é no mínimo uma atitude que desmerece todo o esforço dos integrantes.
    Como uma das propostas do evento era revelar bandas locais, sejam iniciantes ou não, é estranho imaginar que alguém se passe para criticá-las. O nervosismo, a falta de “feijão com arroz” diante de bandas consagradas e de renome nacional se torna no mínimo aceitável.
    Será que no início de sua carreira de crítico, você enfrentou quem lhe criticasse? Pessoas que ao em vez de ajudar, mostrar seus erros, fez uso de expressões que foram lançadas sem o menor critério? Sabendo estar lidando também com o emocional de seres humanos? Acredito que não! Porque se isso tivesse acontecido, talvez você procurasse medir mais suas palavras antes de “tentar” desanimar grupos dedicados e amantes da música, que se esforçam, gastam tempo e dinheiro tentando se organizar, procurando dar o melhor de si.
    A síndrome da vergonha alheia bate em nós leitores quando nos deparamos com tantas barbaridades escritas. Um site que busca revelar, divulgar bandas e eventos da cena local, se torna vergonhoso diante de todos que o acessam.
    Críticas são válidas? Críticas são sempre válidas, mas quando são feitas de modo correto. Não quero que você simplesmente passe a elogiar todas as bandas que foram criticadas, mas já que se tem o dom de escrever e relatar acontecimentos, que esta seja uma forma de ajudá-los e não desmerecer o trabalho feito em equipe.
    Se o Device foi uma das coisas mais constrangedoras que já viu na vida. Então o que foi que eu acabei de ler?!
    Fazer tipo, ser considerado chato e aparentemente gostar do título que lhe cabe nos faz refletir se você realmente está fazendo a coisa certa e no lugar certo. Um bom crítico
    tem que ter ao menos um pouco de humildade, dignidade e RESPEITO.

    Atenciosamente.

    Roberto Flores

  13. ele não deve pegar ninguem e deve gostar de massagear o anus em manhas de ocio com as bandas cult culturais

    jornalistazinha de fezes
    hauhaua

  14. Sou jornalista formado, Reinaldo, com pós-graduação em jornalismo culltural. Antes cursei filosofia, mas não cheguei a terminar.
    Onde aprendi a escrever? Na alfabetização, há uns 25 anos, oras! :)

  15. Putz, Hugo Monta(…) apesar de que não tenho a mínima idéia de quem seja, de sua importância no cenário de rock do Recife, fico bastante orgulhoso em saber que a banda em que toco foi uma das coisas mais contrangedoras que ja viu na vida, ficou marcado ein ?! Essa página é uma grande comédia, li do começo ao fim, “linkin park do paraguai, muito ruim” EHAUIOEHAUIHEAEHAHE. Você consegue chamar atenção criticando 70% das bandas que comenta, isso é bastante legal, espero um dia ler reportagens suas em jornais, agora espero que você tenha mudado seu hábito de escrever para si como se fosse seu diarinho, e não para um público amplo, abraços cara !

  16. Valeu. Quem bom que tu entendeu o que eu quis dizer, se eu tivesse escrito no overmundo iam encomendar minha morte. Tentei participar, mas sou muito peixe fora d’água pra proposta do site. Desisti.
    Não escrevo em lugar algum. Bem que eu queria. Sou só uma estudante.
    Obrigada pelo elogio, valeu mesmo. :D
    É sempre bom ser bem entendida.
    Eu sempre me fiz essa pergunta sobre mombojó..

  17. bom, gostaria d dizer q o evento foi um fiasco,cansativo, e ñ deu condições de cada um curtir a banda q foi pra prestigiar.eu cheguei la as 17:30, logico q eu sabia q ia atrasar mais ñ tanto. eu achei uma falta d consideraçaõ com quem foi ao festival, eu ja achava q realmente com muitas bandas iria ser complicado, mas enfim fui mais por causa d ludov e autoramas. Inclusive vi o pessoal da ludov no inicio depois q eles passaram o som e cara deles ñ era das melhores.qto ao show deles achei q foi muito apressado,e qto ao els errarem eu creio q els tavam ajeitando o setlist na hora, pq umas pessoas q estavam comigo pegaram o setlist todo bagunçado e depois do xou a gte conversei com vanessa e mauro e els tavam meio chateados pq num puderam cantar algumas musicas q inclusive a gte tava berrando o tempo tdo.qto a autoramas, concordo com hugo, o som deles eh muito bom, apesar do som ontem ñ ter ajudado. enfim eu fiquei indignada, pois tdas as pessoas estavam ali pra ver uma banda ou algumas e curtir realmente, oq infelizment ñ aconteceu, nos ivemos q nos contentar com um pouco mais d meia hora das bandas q realmente as pessoas estavam esperando. ñ desmerecendo as outras bandas, com destaque para encarne, q eu gostei muito e a vocalista eh super legal, mas eu axo q numero d bandas foi em excesso e so deu mais espaço pro publico emo q estava presente. bom eu ja escrevi muito, mas ñ contempla a tristeza e a falta d respeito q eu senti diante d uma produçao lamentavel.

  18. Podre. Esse é o único adjetivo descente que consigo achar para a produção do festival virtuemúsica. Tive a graça de pegar o setlist do ludov, e a quantidade (e qualidade) de músicas cortadas da lista foi incrível. Do teu post eu só discordo em relação a Fresno. Se bem que concordo com a parte em que você diz que “o som triplicou”. E quando se fala de Device e Mormaço, faço das suas palavras a minha. Acho que os integrantes do Device nem escutam suas próprias músicas. Eu não escutaria. Quanto a Mormaço, foi realmente triste ver a cara de “desamparados” dos integrantes da banda no meio do público. Cheguei a perguntá-los se eles iriam tocá-los e a revolta era visível. Encarne, a banda de abertura, tocaram um som muito bom para pouca gente e com 2 horas de atraso. A vocalista, Andréia, super simpática, me disse que era a primeira vez que eles estavam em nossa terra e que tinham gostado muito apesar de tudo. Além disso, ainda foram muito criativos. Vendiam seus cds com uma bolsinha personalizada com o nome da banda. Com certeza, a banda merecia bem mais aplausos do que receberam. Pra finalizar, a produção do festival foi indiscutivelmente irresponsável e imatura no que se diz respeito a shows. Estou realmente decepcionado.

  19. Na verdade eu também pensei em diário, mas não sei a liberdade que os jornalistas do site têm para escrever seus textos. Se eles forem livres pra escrever sem moderar no pessoal, realmente não há nada de errado, certo?
    É porque os leitores esperam uma análise neutra(ou tendenciosa a favor). Só isso.

    JURO que eu não estou bancando a engraçadinha; mas no show do Device eu passei algum tempo analisando a quantidade de balas de gengibre que o vocalista iria comer depois do show.
    Na verdade eu não sei se é bom ou ruim. Ouvi uns ‘GHROOOOW RHUREOOW HARUREOOOW’, as letras não ouvi muito bem.

  20. Putz…é verdade que o evento deixou a desejar pela organização, mas o que me chamou a atenção foi ler o comentário de Hugo Montarroyos , pois o cara detona parte das bandas locais, como se estivesse conversando com seu melhor amigo. O que é isso Hugo, vc é realmente um crítico? não nos faça ler tanta baboseira. Tenha respeito pelos seus leitores.

  21. Hugo,

    independente da minha opinião em relação as bandas…acho que a sua discussão com os leitores não vai mudar em nada as suas respectivas opiniões…você com o jornalista que é, deveria escrever com a imparcialidade de um jornalista…achar que, se houvessem erros…erratas fossem ao ar….e não ficar discutindo gosto musical com leitor…com todo o respeito lhe digo, o seu texto deixou a desejar…

    enfim,

    que toda essa confusão converja para um progresso…de opiniões e do site reciferock.com/

    agradecido!

  22. Eu sou muito fã da fresno, e axei ridiculo o comentario do baixo do tavares.
    Eu cheguei lah d 5 da tarde, vi o show d quase todas as bandas e muitas eu me agradei e ate ja to procurando o som das bandas.
    nao eh porque eu so fã da fresno q eu so tenha q v o show da fresno.
    eu nunca tinha escutado encarne, a banda eh otima, a vocalista uma simpatia.
    melhor show da noite foi o d ludov foi magico.
    e falando nas poucas pessoas do autoramas eu concordo com vc, a banda eh muito foda, os caras sao muito foda e tocaram pra umas 300 pessoas, indiscutivel ate pq as pessoas nao gostam d se abrir para coisas boas e novas.
    Um absurdo oq fizeram com os caras do martinez.
    Eu tava lah qd começou o show do mormaço, e relmente ate falei oq vc escreveu, so tinha familiares e amigos, uma pena, pq a banda parece ser muito boa.
    device sem comentarios eu nunca entendo nada nos shows, apesar de ‘algumas musicas’ eu curtir.
    conclusao deveriam ter diminuido o numero d bandas.
    um absurdo ludov ter cortado algumas musicas.
    fresno tocou 13 musicas, sem comentarios.

  23. Fui só pra ver Autoramas e valeu a pena esperar, foi o melhor show da noite, pena que pouca gente viu!!!

    E pra quem não sabe os textos do Recife Rock espressam a opinião de quem os escreve. Se alguém discorda é só escrever mandando sua opinião também, vai tornar a discussão bem mais legal. Melhor que cobrar imparcialidade ou tentar ofender quem assina os textos.

    Abraços a todos e melhores produtores a Recife!!!!

  24. Que lindo!!

    Pegando alguns ganchos dos comentarios citados acima:
    Chico Buarque lancou o excelente ( na minha moedests) Carioca…Ela faz Cinema é uma grande musica…
    Um festival de rock tem que ser oraganizado por quem entenda do traçado, senao correra sempre o risco de ser um fiasco.
    E por ultimo …Malu!!!!!!!!!!!!!!Malucida!!!
    Preciso de uma critica real de quem nao escreve em canto nenhumj e é so uma estudante( promissora) de jornalismo. Escuta os Intrusos e derrame sua verdade!

    http://www.palcomp3.com.br/intrusosrock

    E viva o spam!

  25. boa Danilo.
    O festival foi ruim?Tava emo?Dia13 tem Forgotten Boys.Aí sim é rock meu filho.(2)

    e digo mais, essa sim faz o melhor show de Rock’n’Roll do Brasil.

  26. Na verdade são 2 idiotas qie moram em recife
    pq não tem grana pra ir viver no sul do pais
    para verem shows de bandas ” BOAS ” entao ficam
    botando pra fuder aqui em recife!
    De fato é isso!
    se eles tivem grana tavam no TIM FESTIVAL e não no VIRTUE!
    cabe a nós ” IMPEDIR ” de da livre acesso a esses idiotas em nossos eventos aqui de recife!
    so isso!

    Em relação a martinez e a fóssil eles se recusaram a tocar , claro a produção errou , mas em nenhum momento eles foram impedidos de subir ao palco!
    sejam mais coerentes e busquem as informações coretas para expor ao publico!

  27. Bandas,, não liguem pra esses comentarios feito por eles!
    Isso nem almenta , nem diminui a vontade de vcs crescerem no cenario musical!
    Leiam apenas, riam e mostrem pra seus conhecidos parar dar mais popularidade ao site que se chama: Recife”ROCK” pq eu não sei!

  28. Hugo ou Guilherme me respondam: o cadastro de shows não funciona mais????
    Faz dias que quero cadastrar a 10ª edição do Capibaribe in Rock….acho que um festival no interior do estado que atinge esse número merece algum reconhecimento…entendo que a capital vem antes de tudo, mas pelas bandas que já passaram por aqui nestes 10 anos dá pra sacar que é um festival sério. Este ano
    em comemoração aos 10 anos estamos lançando uma coletânea com as bandas q já participaram do festival.
    Gostaríamos de agradecer a todas as bandas q cederam suas músicas para a inclusão na coletânea. Só pra terem idéia, no cd teremos do Recife:Vamoz!,Rádio de Outono,Backstages,Volver,(a saudosa)Supersoniques,
    Sorriso Banguela,além das q tocarão este ano: The Keith,Circo Vivant e Tonys Juice. Este ano o festival será nos dias 30/nov (sexta) e 01º/dez (sábado).
    Obrigado.

  29. Hugo, sempre tenho uma sensação de déjà-vu ao ler suas resenhas. Nada mais previsível que as coberturas feitas pelo Recife Rock. É incrível como, desde os tempos do Dokas, você continua o mesmo. Você deve achar muito legal ter fama de chato, não é? Se não, então porque faz questão de frisá-la em todos os textos que escreve? Ainda me estranha o fato de você sempre associar a idade do público presente à qualidade de determinado show. Hugo, meu caro, idade não reflete, necessariamente, conhecimento. Estou farto de comentários baratos como “depois eles crescem…” Experiência de vida pode ser usada num livro de contos, mas nunca será parâmetro para análise de QI. Pense nisso antes de sair por aí falando: “sim, sou velhinho”. Isso não te faz melhor, ok? Nada te faz mudar, e isso me preocupa bastante.

    Em relação à cobertura: as máximas de Bruno Souto, figura ilustríssima (!) do “rock” local, pouco me importam. Primeiro de tudo, o que é rock? É a cena composta por adultos vestindo camisa listrada, como bem salientou Malu? Parece que sim. E isso também me preocupa bastante, sabe por quê? Não vou entrar no mérito da questão, mas qualquer leigo pode observar uma tendência assaz desnecessária nas coberturas de shows de rock aqui em Recife. Basta abrir qualquer jornal ou acessar os blogs especializados para ver que, em se tratando de guitarras distorcidas, as bandas “Coquetel Molotov” sempre vão sair com rasgados elogios, enquanto os “Linkin Park do Paraguai” levarão o bagaço para casa. Ter barba, óculos com moldura larga, um all-star nos pés e freqüentar a faculdade de jornalismo não reflete, nem de longe, a construção de um estereótipo superior (nem a Antropologia entende tanta besteira). Sinceramente, essa polarização maniqueísta acéfala é extremamente desnecessária e revela um preconceito – secular, diga-se de passagem – da crítica CULTural pernambucana. E você, caro Hugo, como jornalista de formação, me deixa bastante espantado com os seus textos. Se o objetivo é ser ácido, pode ter certeza que as suas coberturas passeiam, numa linha tênue, entre a vulgaridade e a agressividade. Nem na Folha de PE se vê textos assim (você, como ex-funcionário de lá, deve saber disso). Não faça do Recife Rock, um dos 10 melhores sites de música do Brasil (ainda), um blog pessoal.

    Em tempo, também congratulo a Malu pelo texto. Apenas uma ressalva: a Device não é afilhada dos produtores. A banda está, há mais de um ano, no circuito underground (leia-se tocando em ‘bocadas’) e agora está tendo uma chance em shows maiores. Pode ter certeza: nem todo mundo da produção se agrada ao ouvir o Nu metal/Emo/”Podreira” da Device. Creio que isso não foi dito por maldade, apenas revela desinformação. Na verdade, a banda “afilhada” da produção, aqui no sentido literal do termo, é outra – e isso não desmerece o ótimo trabalho dela. Por fim, digo à Manu que o vocalista não come nenhuma bala de gengibre após o show.

    Abraços

    ps: “aleluia! roqueiros também apreciam boa leitura” (sic)!!! Hugo, você realmente acha que precisa falar isso?? Boa sorte com o site.

  30. Cidadao do Recife E Richards

    Toda unanimidade é burra! Quem falou isso mesmo??

    No mais…Quero opiniao da Malúcida ! Se ela nao gostar prometemos continuar tocando!!
    E ,vocees dois, tao com medo de que??Nao assumem quem são…O Hugo poe a cara aqui e ouve tudo o quer quer e nao quer, assim como eu e alguns outros raros. porem voces dois se escondem…Isso e coisa de rato!

  31. Hugo, tu já gosta de aparecer né velho? porque tu não aproveitou a noite, ao invés de ir ver os EMOS tocarem e ficou dormindo e escutando teu METALLLLLLLL hueauhea.

    rapaz, o cara pra ser critico, ele não pode ser um bitolado em metal, tu já alguma vez pegou um instrumento pra tocar? como tu pode falar que as bandas não sabem tocar? ou que elas deveriam ter certa postura?

    bandas novas não nascem com a habilidade de palcos não, festivais assim ou menores serve pra isso, pras bandas pegarem experiência, e no meu ver velhão, se eu fosse você parava de cobrir eventos assim, toda vez tu puxa sardinha pro teu lado, pras bandas que tu tem amigos, isso além de anti ético, é incoerente com o jornalismo.

    abraço!

    e deu pouca gente não é porque Recife não tem público e sim porque a produção (organização) do evento, não divulgou o mesmo, e não prestou atenção em detalhes: PE MUSIC, Seletiva PE NO ROCK, vários shows na cidade durante o mês e no dia do evento… vários fatores ajudam a deixar o evento Vazio…

    mas parabéns pra eles que encararam a parada.

    e mais uma vez brotherzinho: fica na tua vei, que é melhor… ou então pede pra outra pessoa ir cobrir o evento, alguém profissional, sem vinculos com bandas sim e bandas não. valeu?

    abraço!

  32. Bom, que eu saiba esse site nao é filantrópico nem tem responsabilidade social alguma… tem? Ou seja ele é RECIFEROCK porque assim o batizaram, e não porque eles tem o “dever” de falar o voce querem ouvir, né? Gente, isso é um blog, isso é internet, isso é 2007! Acordem! Ele fala o que quiser, vocês leêm o que quiser, entendem?
    Ja que nao posso falar que voce vêm até aqui pra agredir o autor, ja que hoje em dia nao se precisar levantar o bumbum da cadeira pra fazer alguma coisa, entao digo: “Porque voces saem dos seus fotologs preferidos pra aparecer aqui e xingar a matéria? Vocês estão sendo coerentes pra pedir coerencia? Acordem pessoas, e se não gosta do que se lê aqui, vão procurar o que ler em outro lugar! Façam críticas e não agressões pessoais!

  33. ah, se continuar com o site… pelo menos muda o nome pra Recife COMEDIA… é porque eu acho teus textos ilários quando leio… sempre tenho nostalgia.. sempre me lembra os textos anteriores, e os anteriores…

    é sempre a mesma ladainha… O POVIN SEM CRIATIVIDADE!

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