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Cobertura: RecBeat 2008 – Quarto dia

  • Coberturas

Nascedouro de Peixinhos, 17h45. Trinta e três pessoas – contadas a dedo – assistem a apresentação de Chris Murray & Firebug. A maior tranqüilidade do mundo. Nem parecia que era carnaval. 18h30. É anunciado o show do Cordel do Fogo Encantado. E, como saídos do nada, trezentas pessoas, todas fãs de carteirinha da banda, surgem e se aglutinam na frente do palco. Cristalino como só o som do anfiteatro do Nascedouro costuma ser, a banda despeja todos os decibéis de “Morte e Vida Stanley” nos ouvidos alheios. Começava ali o ritual mais bonito que já presenciei na vida.

Em transe, como de costume, Lirinha começa a cantar a porrada “A Matadeira”. Em meio à iluminação psicodélica – e perfeita – a banda pára tudo. Lirinha começa a explicar pausadamente: “Vocês sabem o que era uma matadeira, Peixinhos? Era um canhão encomendado na guerra pelo exército brasileiro aos alemães. E era usada para matar o povo numa cidade do interior da Bahia, chamada Canudos”. Faz uma pausa, e acrescenta. “Alguma coisa mudou, Peixinhos?”. Delíriio…E a percussão do Cordel volta a atacar com o resto de “A Matadeira”. Pessoas choravam na frente do palco. E não era um choro histérico típico de fã. Era outra coisa. Aquele engasgo que a gente sente quando chora de felicidade. Aí veio “Preta”, que arrepiou até o mais cínico dos céticos. Uma camisa do Santa Cruz é erguida como se fora bandeira pelo público. “É o mais querido?”, pergunta o vocalista. E a apresentação, quase intimista para os cerca de trezentos privilegiados em ocupar um espaço tão bonito e de acústica perfeita, segue com cada um desses felizardos cantando um por um todos os versos criados pela mente delirante de Lirinha. O grupo encerra o show. O público pede mais uma. Lirinha volta, acompanhado de dois meninos de cerca de dez anos que dão um banho de técnica na percussão. Quando terminam, Lirinha limita-se a dizer: “Deus os guiem”. Depois solta um “arreia negão”, e o grupo entoa a famosa “Evocação Para Um Dia Líquido”.

Cais da Alfândega, uma e meia da madrugada. No fosso, durante o show do Pato Fu, esbarro com Cleyton Barros (violões do Cordel). Não resisto e digo que foi do cacete (a palavra usada na verdade foi outra) o show de Peixinhos. Ele faz uma cara de espanto. “Você estava lá?”. Respondo que sim. Ele abre um sorriso de orelha a orelha e emenda: “Foi o público que levou todo o show. Estávamos todos sem voz”.

Depois da experiência em Peixinhos, era difícil achar graça em qualquer coisa no restante da noite do Rec-Beat. Vai ver que foi por isso que achei o show da Banda Ciné, grupo pernambucano que se esforça em recriar um clima de cabaré francês dos anos 40, extremamente fake, forçado, dissimulado em excesso. Ou vai ver que não e a banda é tudo isso mesmo.

A coisa mudou um bocado de figura com o trio senegalês Les Freres Guissé. Três negões (óbvio), sendo dois no violão e um percussionista monstruoso de bom, que se encarregaram de cantar as coisas mais lindas que o continente africano já produziu: os típicos coros da África e uma sonoridade que fazia a gente pensar nos versos do “poeta”: “deve ser legal ser negão no Senegal“. O bis, acompanhado por palmas por um público que lotou de uma hora para a outra o local, era uma canção em que se ouvia com o típico sotaque africano (acento grave em todas as vogais) os nomes de “Mandela”, “África” e “Zumbi dos Palmares”. Das coisas mais bonitas que o Rec-Beat já presenciou.

Em compensação, a mais constrangedora veio logo a seguir: Porcas Borboletas, de Minas Gerais. Banda que tenta soar engraçadinha e não se toca do ridículo que está passando. Imitam – e mal – a primeira fase da carreira dos Titãs (quando eles tinham um pé no brega e outro no concretismo). “Um Carinho Com os Dentes”, por exemplo, é quase um plágio de “Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas”. Desisti na segunda música para comer um pastel no Burburinho. Quando voltei, soube que a coisa não mudou nada. Ou melhor, mudou. E pra pior! Mais de uma pessoa me confessou ser vitimada pela “síndrome da vergonha alheia” no show deles…

Você agora espera que eu diga que a próxima atração foi bem melhor, certo? Tudo que posso dizer sobre a apresentação da argentina Orquestra Típica Fernadez Fierro é que ela – a apresentação – me lembrou o poema abaixo:

Pneumotórax
(Manuel Bandeira)

“Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.
Mandou chamar o médico:
— Diga trinta e três.
— Trinta e três . . . trinta e três . . . trinta e três . . .
— Respire.
 
…………………………………………………………………………………………………
 
— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
— Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
— Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

E ponto.

Para alívio geral da nação, veio em seguida o divertidíssimo duo brasiliense Lucy and The Popsonics. Com uma menina no baixo gemendo (alguém resiste a uma mulher gemendo?) letras safadas e um cara mandando ver na guitarra acompanhado de samples, a banda fez um show que beirou o surreal. O supra-sumo veio com uma versão intimista e quase infantil para “Refuse/Resist”, do Sepultura. Coube a Fabrício Nobre, produtor da banda, invadir o palco para berrar o refrão e explicar ao público que aquilo ali era uma homenagem da banda ao “Sepultura, do Brasil”. Fantástico.

Agora, perfeito mesmo foi o show do Pato Fu. Fernanda Takai é a encarnação da simpatia em pessoa. Sabe levar como poucos uma multidão ao delírio, tudo sem a menor apelação, como se estivesse conversando com o marido em casa. O melhor ficou por conta de “Made in Japan” colada com “Capetão”, música em que Takai encarna um Max Cavalera saído do inferno. E tome “Ando Meio Desligado”, “Sobre o Tempo” (uma das melhores canções do pop nacional desde sempre), “Canção pra Você Viver Mais” (de arrepiar) e todo o manancial de um repertório de banda que não precisa provar mais nada pra ninguém. Estão acima do bem e do mal. E só um pouquinho abaixo do show que o Cordel fez em Peixinhos… 
  
 
         

91 comentários em “Cobertura: RecBeat 2008 – Quarto dia”

  1. Pingback: DoSol » Blog Archive » REC BEAT: QUARTO DIA - COMO FOI?

  2. Alguém q entende alguma coisa de música...

    impressionante como esse cara não entende de música…cordel eu fico calada,pato fu tb pq são duas bandas obviamente excepcionais…agora o cara dizer que punk rock caso do sábado)música limitadíssima de 3 notinhas no máximo e sempre as mesma letras, mesmo contexto,mesmos dizeres…ARFFE…e tu dizer q ali é bom!Me poupe!Ali sim é música limitada…The Playboys que vc escalou no recbeat 2006,vc lembra?É boa?
    Sem mais…

  3. Pato Fu realmente é indiscutível.. perfeito sempre.
    Agora.. dizer que “Lucy and the popsonics” mandou bem.. aí já são outros 500. Banda sem criatividade alguma, repetindo a mesma frase 1300 vezes, com uma voz irritantemente AGUDA e ESTRIDENTE. Sem contar que todas as músicas pareciam iguais.
    Tiveram umas duas músicas em que a vocalista apenas cantava ( sem o estar com o instrumento em mãos ) e ouvia-se o baixo do mesmo jeito. Provável Playback. Mas enfim.. VIVA A PATO FU!

  4. Começo com uma pergunta e espero que ela seja respondida. Por que os produtores do nosso estado estão dando espaço em grandes festivais para bandas que fazem releitura (covers), tirando assim o espaço de bandas que estão um tempo na estrada e fazem um som de qualidade?

    Por que permitir que ocorra o que se passou ontem??? Uma banda forçada que usa o argumento que cantar em francês é chiq, por favor!!! Eu não diria chiq, eu diria brega. Um som careta para bar ou restaurante francês, não para um festival de projeção como é o Rec- Beat, lamentável.

    Fiquei aliviada depois, pois meus ouvidos se acalmaram com os senegaleses, nossa, aquilo foi música. Eles realmente mostraram o que é usar todos os instrumentos, inclusive a voz. No início o público estava disperso, conversando desrespeitosamente enquanto um grande espetáculo ocorria, de repente, os MÚSICOS chamaram o público e a partir de então foi a coisa mais linda!!!

    Tão diferente disso, foi o que a vocalista da Banda Chiq fez com a voz aguda e desafinada, tentando desesperadamente imitar o som de um trompete, e o tecladista brega mostrando toda a performance irritante, lamentável… Quem indicou essa Banda Brega???? Isso tem cara do Coquetel.

    Nossa, e o circo de horrores continuou!!! Salto os argentinos, que para mim não inovaram, pois Piazzolla já havia feito muito antes o que eles fizeram, mas pelo menos são excelentes músicos.

    Diferente da tal Lucy blablablá… e foi blablablá mesmo!!! Quem entendeu 50% do que aquela mulher cantou escreva aqui, por favor!!! Ela foi fake, aliás eles, inclusive aquela cena ridícula e vulgar do balão feito de camisinha, nossa!!! Som gravado e dublado, aliás som não, “eletro brega”. Pois quando decidiu se “dedicar” apenas ao vocal, largando o baixo, ele misteriosamente continuou tocando!!! Foi triste.

    Quem salvou foi Pato Fu.

  5. Cara,
    eu vi as outras coberturas, nada a reclamar, mas essa eu vou ter q discordar.
    vc tem todo o direito de achar aquilo q vc quiser.
    Mas, como tu pode avaliar uma banda e se tu só viu uma música e foi comer pastel cara?! perae pow!
    e a Orquestra Típica Fernadez Fierro, tu queria q eles tocassem o quê? estilo calypso?
    e Lucy and The Popsonics, é muito chato, uma tentativa
    frustrante de ser cansei de ser sexy.

  6. Julio,

    me dei ao trabalho de ouvir o disco inteiro (todas as dezesseis faixas) do Porcas Borboletas, pois entrevistei a banda semana passada aqui para o site. Achei que poderia ser os mesmo caso de Os Outros, cujo disco deles achei fraquíssimo e ao-vivo me surpreenderam muito…
    Como vi que ao vivo o Porcas era ainda pior que no disco, me dei ao direito de consumir o Pastel, que valeu mais do que algumas atrações que subiram ao palco…

    No mais, bom desncaso pra todos…

  7. Hugo Montarroyos,
    Justo,
    Mais tu bem q poderia ter falado isso ai na corbetura, ficou meio estranho, tipo “não gostei da primeira música, vou embora comer pastel”.
    E é claro q vc deve ter escutado o cd, eu viajei total, confesso. Perdão, agora sobre o resto eu mantenho minha opinião.

    Bom descanso e que venha o próximo rec beat.
    Abraço a todos.

  8. Nunca vi um show de Cordel tão tranquilamente como vi em Peixinhos. O som, a iluminação, a banda e o público. Tudo perfeito.

    Pato Fu. Não curtia a banda, mas depois de ver toda a simpatia da Fernanda, fiquei curiosa em ouvir. Tá aí um show q não perco mais.

  9. Jordana, não foi playback. Você entende algo de programação pra falar que foi?

    Lucy and The Popsonics é uma das poucas bandas criativas no cenário independete nacional. No estilo em que eles se enquadram, mandam muito, mas muito bem.

    Porcas Borboletas que foi uma merda, só dancei e pulei pra não ficar com sono.

    Ciné e os Senegalenses me fizeram rebolar bastante.

    e Pato Fu… puta que pariu, Pato Fu…

  10. Show d Patu Fú muito bom, pena q perdi o de Cordel mas tudo é válido, nossa terra como sempre teve o melhor carnaval sem dúvidas. Mas falando sério agora q banda chata a tal de Lucy and The Popsonics. Aff.

  11. Bande Ciné deve ter uma peixada das boas, pq é uma banda com 6 meses, verde nos palcos, falta de carisma e pra piorar: cover. Se conseguissem fazer akele “show” com as musicas proprias, seriam menos incompetentes. Gutie e Coquetel: como assim? Tirar ou nao colocar mts bandas boas autorais pra colocar “fakes”.

    A vocal canta ate bem, tendo alguns grandes deslizes, mas irritava com os agudos forçados e a sindrome de “eu sou um trompete”, alem de nao ter nem um pouco de carisma (tava nervosa, blz), mas nao abriu a boca e quando falou com o publico foi assim: “Bon soir” e “merci beaucoup”. Fala serio ne, vamos brincar de ser subjulgado ne..tsc tsc

    Dai pra mostrar o que é competencia nos palcos, vem os Senegaleses que deram um espetáculo como grandes musicos a parte. E que interatividade com o publico. Foi lindo!

    Porcas borboletas nem comento. Keriam ser os malucos, forçados ao extremo. A Orquestra tava no lugar errado, tem otimos musicos, mas no quesito inovação nao teve nada.

    A Lucy fez um dos piores shows ja vistos no recbeat. Como elegem banda/cd revelação? Qq idiota faz akilo…é mt facil botar uma batida eletronica instigada e uns efeitos furreca de guitarra ne…e as letras? sem comentarios.

    Na verdade eles q sao espertos ganhando rios de dinheiro pra fazer 30% ao vivo (70% leia-se: programações e baixo q ela fez questao de dá uma de poser tocando baixo no inicio e largando depois) com “musicas” de um grau de dificuldade tremendo. Eles nao tem criatividade alguma, alem de q ela não é cantora, é irritadora. So nao foi pior pq o show foi curto e acho q tocaram menos tempo por causa das mts vaias e alguma ordem superior. Kero entender pq a imprensa e os produtores falam tao bem deles.

    Apesar de tanta aberração, valeu esperar por Pato fu. Showzaço e Takai esbanja simpatia e talento.

  12. Eu vi o show do Cordel com o Hugo, foi impressinante, foi a melhor coisa que eu vi ontem. O som da Firebug em peixinhos tambem tava muito foda!!

    No mais, os senegalenses fizeram a melhor apresentação do reacbeat ontem, claro que eu to excluindo o pato Fu, profissional demais pra ser ruim!!

    Lucy é horrivel porra, francamente, nao aguento aquilo não. Porcas Borboletas tambem deixou a desejar e eu disse que gostei do cd ne?!

    Sobre o Pato Fu, achei o show curto, porem sensacional, músicas que eu não esperava ouvir, hists e mais hits. So faço um porem, achei o show curto e Takai depois que virou mãe sempre soa como se estivesse falando com Nina. :P

    hahahahaha

    No geral o reacbeat foi bastante divertido, ontem tinha mais gente mas pareceu estar tranquilo, nao vi confusão de onde eu tava.

  13. agora li melhor a critica da Lucy…

    Na boa, foi um tanto machista o comentario: “Com uma menina no baixo gemendo (alguém resiste a uma mulher gemendo?) letras safadas…”

    Menina ruim demais no vocal q fazia pose pra dizer q tocava baixo (quando tocou, pq depois largou o baixo, e eram musicas de 2 notas no maximo) e guitarrista q so usava efeitos de pedais pra aparecer mais do que ele realmente tocava.

    Foi surreal, de tão ruim…ate ri! kkkkkkkkk
    Mas eles tao rindo mt mais, bote fé!

  14. ñ vi as primeiras bandas
    os senegaleses axei otimos, som muito bom
    a orquestra axo q tava num contexto errado, mas parecem q sao bons, ñ vi o xou todo
    a banda seguinte, oq era akilo?
    so consegui ver pq eu tava esperando pato fu e num queria sair do meu lugar, tirei muita onda no xou chamando els d ccs e bond do role, foi forçado mas deu pra pertubar um pouquinho
    e enfim a banda q estava esperando: PATO FU
    perfeitoooooooooooooooooooooo
    ñ sei qual eh o problema dela falar assim ou assado, pelo menos ela num faz tipo d rockeira doidona e tal q eh bem cliche
    fui…

  15. Lucy….foi uma merda…coquista a galera pela batida da musica….pq pela letra…..”Quero ser seu tamagóchi”…..e “popcorn killer”….q porra d musica é essa….sinceramente,eles brincam se fazer musica….qlqr um faz uma merda dessa…se for para trazer um merda de fora…chama as bandas daki….q dão de 10 a 0 neles….Pato Fu nao precisa nem comentar….

  16. O pato fu foi sensacional, eu não era a fã mais xiita da banda, mais foi um coisa de louco. Não tenho palavra pra descrever como sai dali, foi lindo.

  17. Meu gatinho Chernobyl

    Acho interessante o fato de sempre haver alguém disposto a dar as cartas quando o assunto é música. O problema é que a coisa fica ainda mais engraçada quando os parâmetros de “bom” e “ruim” são totalmente desconsiderados! Dizer que Lucy and the Popsonics soa legal…é assumir a mesma proposta fake da duplinha!! Por favor! A voz da garotinha era quase idêntica a de Xuxa cantando qualquer coisa, e as letras (ou o que se conseguia ouvir delas)…enfim.
    Na minha humilde opinião, a Ciné tem uma proposta diferente, que não desce bem goela abaixo de todos, o que não significa que a banda seja ruim. A vocalista realmente tava meio nervosinha, sem saber o que fazer diante de “tanta gente”, mas achei os demais músicos minimamente competentes. E sim, a Orquesta Típica foi maravilhosa!!! Quem algum dia já imaginou ver uma apresentação daquelas em pleno carnaval recifense? Acho que foi uma proposta arriscada, porém acertada. E é exatamente por correr riscos que o RecBeat vem dando tão certo!

  18. Caraca!!!!!!!!o show do Pato Fu foi do caralhoOOoo…amei…a melhor parte do show foi quando ela se vestiu do capeta.Adorei,foi o melhor show do Recbeat desse ano…Devotos tb foi muito legal.

  19. bem amigos da rede crobu

    fresno? vai tomar no cu.
    essas bandas tem que morrer
    para o ano coloquem mais rocknroll e punk, tipo devotos

  20. Titahemp de casa amarela "Homem"

    Puts, terça feira de carnaval, acho que ninguem passou o que passei. Primeiro la em olinda no “mac”, vi uma sena louca, a policia lutando com o povão pra prender um doido apenas, e naquele barranco todo a policia escorregava, e tome bala, poeira, foi loucura. dai sai de olinda e vi o show de marcelo santana, e depois planta e raiz, um show DUCARALHOOO, esse eu nunca mais esqueço, soh a simpatia dos caras com as melhores baladas pra não me fazer mais esqueçer o show! foi massa. depois fui para o show do pato fú, quando cheguei lá, tav tocando canção para vocÊ viver mais, apenas vi o final do show, e soh um pouco vi a simpatia de fernanda, totalmente da que vi no abril pro rock, acho q de 95,onde era a época de sobre o tempo, onde ninguem conheçia a banda. foi massa.

    Sem tbm falar na segunda , q estavamos procurando o palco que estava rolando marcelo santana em olinda, e achamos ZECA BALEIRO nas olinda no palco perto da avenida… foi massa..

    muitos shows tive a oportunidade de ve de graça e com qualidade.

    PLANTA E RAIZ
    PATO FÚ
    NAÇÃO ZUMBI
    PARALAMAS DO SUCESSO
    ZECA BALEIRO
    ALÇEU VALENÇA
    MARCELO SANTANA
    DJ DOLORES
    LENINE
    CHICO CÉSAR
    MANU CHÁO

    EU VI! ADOREI. E AINDA COMI UMA MAGA NO ULTIMO DIA! :)

  21. Meu caro hugo montarroyos. Sua opinião por vezes é muito romântica entende ? Sobre a Bande ciné eu achei fantástico o fato de uma banda cover (não vejo problema, tem muita banda merda autoral que não merece um pingo de atenção) tocar musicas francesas e sair do eixo pop britânico / rock norte americano. Vi o show da ciné por completo e não presenciei o tal clima de cabaré supracitado. Eles tocaram de tudo, do jazz ao pop, passando pela salsa. Pelo menos, musicalmente falando foi divertido. Mas parece que o seu interesse é muito mais na presença de palco, carisma e simpatia daqueles que são os lideres de uma banda. Então deixa eu te perguntar uma coisa – tu toca algum instrumento ? Tu sabe diferenciar um dó de um lá ? … Pato fu pra mim é uma banda ótima, mas na minha humilde opinião não existe coisa mais feia para uma banda que tornar-se cover de si mesmo. Eu vi a apresentação e desde que a banda saiu do eixo comercial musical eles ainda não apresentaram nada de novo. Já deve fazer uns cinco anos não ?

    A orquestra típica Fernadez fierro foi fantástica. Não merece um pingo da crítica aqui feita. Esse teu poema de manuel bandeira tentando resumir o que é o tango argentino foi muito mal colocado. Você não sabe o que é o tango argentino e a essência desta musicalidade pra tecer um comentário tão insensato. Queria que o líder da orquestra fosse carismático ? Ah, que ser amiguinho dos artistas e comentar que seu cachorro tá doente ou Tá com preguiça de escrever ?

    Lucy and the popsonics eu não vou falar por que não merece e os porcas borboletas tb não. Não vale a pena mesmo.

    Os senegaleses foram fodásticos.

  22. Dom Salvador,

    Você conhece bem as bandas autorais que ralam para caralho, que têm que PAGAM para tocar, pois não dão espaço!! Você conhece bem essas bandas que fazem um trabalho sério de pesquisa, de estudo, né?
    Você sabe da realidade deles???? Listo para você, uma infinidade de bares e restaurantes que abrem espaço para bandas covers… E para bandas autorais de qualidade? Estamos falando de qualidade, ok?

    Por favor!!! Não estamos falando de eixo aquilo eixo acolá!!! Pois, não existe só isso aqui, sabia?

    Se você precisar de uma lista escrevo aqui para você e depois você me diz se realmente essas bandas não merecem espaço em um festival que tem como proposta inovar!!! E o que Bandè Ciné inovaram?

    Respeito todos.. questiono o espaço que nossos produtores estão dando para bandas covers!!! Fazer algo
    em cima do que já existe é muito fácil!! Tente criar a melodia, a letra para você ver!!!

    Espero que você mude seus conceitos…

  23. Não sei pq tanta discussão se é couver ou não. Pra mim a bande ciné é quase autoral, nunca na minha vida tinha escutado daquelas músicas, eles estão inovando da mesma forma que as banda boas autorais fazem. Só que de vez de compor pegam músicas desconhecidas da grande maioria e fazem releituras dela.

  24. Ok,

    Vamos lá. Primeiro acho que discussão é algo positivo, pois é assim que analisamos as opiniões, ok? E também as formamos.

    Bom, temos questões diferentes aqui. Primeiro, uma coisa é você desconhecer, outra coisa é você dizer que estão inovando, certo?

    Bom, vamos pela lógica. Se eu pego Cortijo y su Combo ou por exemplo Carlos Gardel, esse é clásico, e faço uma releitura estou inovando?

    Claro que não. Porque a melodia e a letra já está lá, eu faço algumas modificações, mas a base está lá, ok?

    E o desconhecimento é algo pessoal, particular… Certo?! Não é essa a questão!!!!

  25. Yara querida,

    Eu tb posso listar inúmeras bandas autorais que são muito boas entende ?? Mas eu até peço que você me liste essas bandas. Pois vai ser tudo uma questão de gosto; e daí a discussão vai entrar em outro plano. E concordemos que toda releitura trás consigo uma infinidade de escolhas. Quando você interpreta algo, interpreta à sua maneira e pôe na música algo que é unicamente seu. Eu não discordo que deve haver mais espaço para as bandas autorais, mas vejo algo inovador e mesmo corajoso para com a Bande Ciné – não são apenas músicas desconhecidas – são músicas que não fazem parte de nossa atmosfera e conhecê-las para mim tornou-se significativo. O que eu estou comentando é o nosso querido “crítico musical” Hugo montarroyos não entende de música. Ele pode entender de performance, carisma e simpatia, mas de música ele não entende. Não comentei apenas a sua crítica à Bande ciné mas também essa comparação injusta com a orquestra tipica e essa babação de ovo para com lucy and the popsonics – dizer que uma mulher gemendo torna-se critério de análise crítica é no mínimo machista e infantil. Que as bandas autorais precisam de mais espaço precisa: posso listar algumas que mereciam o palco do rec-beat, vamo lá :

    Pé preto
    Comuna
    Electrozion
    Ínsula
    Rogerman e os santos de guerrilha…

    não me lembro mais de ninguém, mas vai ver todo esse pessoal nem mandou mateiral pro rec-beat por estar desacreditado da cena. Sim Yara querida tb sou músico e tento compor sim e sei qual a dificuldade em trabalhar uma melodia e uma letra em cima ? Você compõe também ?? Enfim, essa discussão merece uma cerveja.

  26. opa, a discussão aqui ta mt interessante e de forma respeitosa1 Assim que é bom, pois esse espaço aqui deveria ser mais utilizado pra gerar otimas discussoes, sugestoes e criticas construtivas.

    Vou falar o que achei dos shows e tb participar dessa conversa boa.

    Bem acho q merece destaque a banda fake da Lucy and the popsonics. Gosto pessoal nao devia ser confundido com critica musical. Apreciei boa parte das criticas, mas essa banda no minimo é tosca. A forma como a vocalista coloca a voz é de doer nos ouvidos. E pra tocar baixo dakele jeito, qq um toca. E a melhor parte foi ela ter soltado o baixo e a programação assumiu hehehehe…nossa! Que show ruim, alem de ter apelado pra baixaria!

    Mas a questao por si nem é as vezes saber tocar, mas criar boas musicas e executa-las bem. E como eles mesmos disseram em entrevista: “a música que fazemos é a mais fácil do mundo. Precisamos mexer um pouquinho no computador e conhecer alguns acordes. Só!”. Eles mesmos admitem q o q fazem é simples, nao ha nada demais, e nisso concordo! So discordo a critica e os produtores caindo em cima chamando eles de banda revelação.

    A Les Freres Guissé arrasou, destruiu! Eles sao mt bons musicos, compositores e tem um carisma fora do comum.

    E agora entrando na questao Bande Ciné. Acho que o problema nessa discussão nao é mais a banda (a versão q eles fizeram das musicas e a execução no palco). Mas, se eu disser q tb gostei do show, vou ta mentindo. Achei mt forçados.

    Agora o problema disso tudo é o espaço oferecido pelos produtores em geral (não so o recbeat, mas grandes festivais do brasil). Ta acontecendo o seguinte: bandas autorais que fazem projetos paralelos para ganhar dinheiro dessa forma (pois os bares e casas de show/boates so pagam pra bandas covers). Pra se manter, os musicos optaram por esse formato, e isso nao é ruim, eles tem q ganhar o deles.

    O grande questionamento é q esse espaço ja é aberto, so que agora os grandes festivais agora entraram nessa tb (pq é mt mais facil agradar o publico com musicas ja conhecidas ou ate mesmo as desconhecidas, mas as releituras são faceis sim, pois a musica ta la pronta, é so mudar os arranjos).

    Então fica aki a grande critica ao recbeat e todos os outros festivais, pois estao cedendo espaço antes de bandas autorais (alias algumas sairam da programação) que inovam em suas musicas e perdem espaço para essas de releituras que tem um grande facilitador por tras da “criação”. Que essas bandas de versões ficassem nas gravações e fizessem ate shows, mas nao em festivais que se dizem inovadores, pois agora passaram a ser recicladores ne…Lamentavel!

  27. Olá Dom Salvador,

    Insisto em meu argumento: cavar músicas desconhecidas do público e dar uma “nova” roupagem não é algo inovador. É muito fácil você trabalhar em cima de algo já feito e como você mesmo disse distante de nossa cultura, de nossa realidade. Para conhecer, ok. Para botar no pedestal como os meios de comunicação estão fazendo…

    A questão é que as bandas autorais não têm espaço. Não é que deveriam ter mais espaço; elas não têm. Para que elas consigam algum é uma novela ou então têm que sair no preju.(HUMILHAÇÃO)

    E também não falo de gosto, falo de execução, de TRABALHO e também de inspiração hehehe, sabe, de qualidade mesmo. Eu posso não gostar de um estilo e falar poxa tem qualidade!!! Ok?! Falo como alguém que escuta música, só.

    Bom, minha crítica em forma de pergunta continua para que algum produtor responda: Por que dar espaço a bandas covers, elas já têm demais no cenário recifense??!!!

    É isso. Ah, escute Nuda, foge um pouco do eixo hihihihi. Tem Amps & Lina que está e não está no eixo hihihi e já tem um tempão de estrada. Ah, tem Zeca Viana, nossa esse é muito diferente e foge de tudo mesmo, mas tem uma grande influência dos mutantes… enfim.

    Merece uma veja sim , escutando “Ney canta Cartola”

  28. Por tantos anos e de forma tão massacrante nos empurram mentiras que alguns de nós imunes até o momento, começamos a creditar só porque a metira é contada de forma diferente.

    Essa é a cultura do num faz mas é criativo.

  29. Sobre os shows o RecBeat de terça não tenho do que reclamar
    Bons shows, sons diferentes, uma ótima organização, segurança, e publico respeitando e vibrando com os shows.

    Pra que reclamar, para que ficar com picuinhas com banda tal ou não. Vocês deveriam agradecer organização que disponibilizou este espetaculo…

  30. Ai meu deus,

    Ninguém ta com picuinha aqui não João Paulo. Vamos parar de repetir o que os outros falam e vamos ter opiniões próprias e críticas construtivas!!!!! Formar opiniões e dicutir é mais maduro, né?!

    Vou agradecer por ter prejudicado meus ouvidos, isso sim!!!

  31. Bem…
    Eu não fui parao rec beat, nem passei o carnaval em Recife…
    Eu fui para Guaramiranga (CE)e vi um festival de jazz
    Então, o que estou fazendo aqui??
    Na verdade, é só para demonstrar minha alegria de saber que o público de Recife pode ver o show dos Frères Guissé! Foi um dos melhores shows que eu vi em muito tempo e eu já estava ficando triste pensando que só os cearenses iriam poder vê-los…
    Qual não foi minha surpresa ao descobrir que eles tocaram aqui no carnaval de Recife (pois é, santo google)!!!
    Realmente o show deles é lindo lindo, e aquele intrumento de percussão redondo é o máximo! Show irretocável! Espero que eles tenham feito muitos fãs e que voltem em breve!
    Não posso falar quase nada das outras atrações…

    Digo “quase” porque já fui ao show da bande Ciné em outras oportunidades (o que não se faz pela companhia dos amigos…) e concordo plenamente com os comentários do pessoal aí em cima:
    Eles são muito fake! E que peixada, hein?!?
    Os músicos tocam até bem, o problema maior é a vocalista… A garota tem a voz esganiçada e não sabe nem cantar em francês! Que coisa de província! Achar que só porque as músicas são em francês elas serão legais… Pq só pode ser esse o critério de seleção do repertório! Quer ouvir música em francês, vai ouvir PIAF!!! (vale salientar que nos shows eu não ouvi eles cantarem NENHUMA música dela).
    Aviso aos navegantes, se for para ver o show deles, não vá! Exceto se a companhia for tão boa que valha a pena o sacrifício de ouvir embromation com biquinho.

  32. o último dia do festival foi muito interessante pela sua diversidade rítmica e cultural, uma das ótimas peculiaridades do recife (áfrica e argentina num lugar só…)
    eu cheguei na hora em que os senegaleses estavam tocando, e achei curioso o som, posso não ter gostado, mas pelo menos tive a curiosidade de ouví-los, de saber como é antes de ficar por aí detonando-os, pois eu sei como é ser um total desconhecido em um lugar com uma cultura tão vasta e tão visada.

    quanto ao lucy and the popsonics, fiquei surpreso desde que soube da vinda deles ao festival, pois, seria interessante vê-los, tá bom, eles não os maiores inovadores, porém, tem uma presença de palco muito “curiosa” que recompensa o fato de algumas músicas não serem tão potenciais

    não podemos esquecer que as bandas de fora (as queridinhas do eixo UK e USA) também fazem isso e ninguém reclama.

    e ao pato fu……..

    ao pato fu……….

    todo elogio é redundante.

  33. Nossa!
    Discursões produtivas? Onde?
    Estou vendo uma menina querendo empurrar uma opinião boba pra galera.
    Menina Yara, você toca alguma coisa em alguma banda autoral que anda pagando pra tocar (realmente, é uma humilhação, viu?) ou apenas gosta de ficar fuçando coisas indies e achando que é “legal demais para esse planeta”???
    Esse atavismo recifense me mata.
    É uma ânsia de música autoral que beira à tara.
    Nessa cidade se você não bater um bombo e cantar alguma merda que nunca ninguém cantou, você é comido vivo.
    Se for precisar meter pau em banda cover (ou que faz releitura…enfim, chame como quiser) pode preparar a munheca, que tem muito artista brasileiro tido como importante regravando a torto e a direito e vendendo feito água. E sabe por quê?
    Porque a esmagadora maioria das merdas que se compõe por aqui nem pro lixo presta.
    Se é pra escrever porcaria, melhor ficar repetindo fórmula mesmo…

  34. ricardo, eu sei bem como é tentar fazer um trabalho autoral quebrar a cabeça tentando compor algo que soe diferente, enquanto muitos ganham tudo fazendo cópias

    se todo compositor fizesse questão de compor aquilo que ele quer ouvir, ao invés de empurrar porcarias por aí, a música do mundo( e não só a brasileira) seria BEM melhor.

  35. Bem, gostaria de dizer, que isso é uma crítica pessoal minha ao jornalista Hugo Montarroyos. As experiências musicais de cada pessoa, realmente são muito diferentes. Porém desdenhar de um trabalho bem feito, por pessoas legais, que gostam de música, e fazem a mesma com amor e simpatia é demais. De Novembro de 2007 a Janeiro de 2008, a Bande Ciné, foi, certamente uma das maiores e melhores atrações da música e da noite pernambucana.
    Forçar algo? Jamais! Deve ser porque o francês é sensual e o referido jornalista só está acostumado com as guitarrinhas e o sotaque americanalhado. Falando nisso, será que o mesmo já frequentou um cabaret francês dos anos 40?
    Dissimulado? Acho que o bom e velho rock n´roll, continua sendo imortal, quando bem ouvido e analisado.
    Por exemplo: a babação totalmente absurda a muito “normalzinha” Móveis Coloniais de Acaju. Isto é ser dissimulado, na minha opinião. Dizer que foi o melhor show da história do Recbeat até hoje, de uma banda que nem estourar ainda, estourou, que nem é tudo isso que se diz, que são o Los Hermanos INFINITAMENTE piorados, é ser mais dissimulado ainda. Mas, aqui em Pernambuco, isso é bonito. Os “Móveis” deveriam ir tocar no carnaval da Bahia, isso sim! Negocinho forçado é aquilo cara, música sem identidade, metais copiados, estilo também, e os viúvos carentes dos Hermanos procurando outra “esposa” pra substituir. Prefiro torcer pela volta do original!
    Conselho pra você Hugo, procure entender mais o significado da palavra “MÚSICA”, pra chamar algo de forçado, dissimulado e desdenhar de profissionais que já há algum tempo engrandecem a música pernambucana.

  36. Ricardo, vc nao entendeu q o questionamento aqui é outro? Ao inves de ficar atacando as pessoas, utilize de bons argumentos pra da sua opiniao.

    Nao é o fato meter pau em banda conver, e sim criticar os espaços cedidos por produtores de mega festivais que ainda tem verba da prefeitura e ao inves de valorizar bandas que tem um trabalho proprio de qualidade (tem mts sim em pernambuco, vc nao pode resumir dizendo q a maioria nao presta nem pro lixo), cedem esse espaço pra bandas de releitura, que a principio seria pago com cachê (mas ja sei tb q mts nem ajuda de custo estao dando) e q tem toda a midia voltada pra essas bandas.

    E agora o holofote e a grana ta indo pra bandas de releitura (que ja tem espaço total e ganham e mt bem nos bares/boates da cidade). Se tem gente “importante” gravando é pq viram q ali se ganha dinheiro da mesma forma q as bandas covers ganham dinheiro em bares.

    Mas dai a festivais de grande porte tb entrarem nessa, ai isso sim é algo q deveria se ter uma discussao séria e haver uma uniao entre as bandas pra ganhar força pelo menos criticando pra v se a situacao começa a mudar. Nao podemos fechar os olhos pra esse tipo de acontecimento.

    A critica aki é mt maior e se há um espaço pra se discutir isso, é mt produtivo sim pq tem mts jornalistas, criticos, produtores q tao aki lendo e talvez ate discutindo sem se identificar.

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