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Cobertura: Final do Microfonia 2008

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Haymone Neto, vocalista e guitarrista do Mellotrons, não consegue disfarçar o nervosismo. Do alto do palco, confessa: “Nós temos sete anos de carreira, e nunca tocamos para tanta gente”. O público, que chega como gado ao horroroso Ancoradouro para conferir a apresentação do Los Hermanos, em auge naquele 2004, recebe a informação de maneira carinhosa, parecendo querer colocar a banda no colo.
Pouco depois, um magrinho, mal saído dos 15 anos, maquiado, posudo, esgoela-se até não mais poder em uma versão tosca para “Rock and Roll”, do Led Zeppelin. Ele ficou com o quarto lugar. A Mellotrons, com o segundo. Volver levaria o prêmio máximo, e Retrôvisores ficaria com a terceira posição. Entre os jurados, eu acompanhava tudo feliz. Havia votado nas quatro bandas nas seletivas, e sentia que existia um potencial grande a ser explorado por elas.”

Estamos em 2008, na impressionante Nox. Haymone, Desta vez, circula pelo público, tomando uma cerveja. O magrinho que cantou “Rock and Roll” há quatro anos está por lá também. E a Volver, com a merecida condição de headliner da Terceira Edição do Microfonia. Verdade que tudo ficou mais modesto. Não há mais Los Hermanos para fechar a noite, tampouco o séqüito de seguidores histéricos da banda. E, na boa, não fizeram falta nenhuma.

Um evento que reuniu seis bandas locais foi capaz de levar um número considerável de pessoas à Nox numa noite de quinta-feira. A prova que faltava de que o lugar pode, sim, tornar-se um reduto roqueiro. Pelo menos uma vez por mês, pois todas as condições são favoráveis: boas bandas, gente disposta a produzir e, acima de tudo, público interessado em consumir.

Só para não perder a fama de chato, senti falta apenas de uma coisa nessa terceira edição do Microfonia: um envolvimento maior por parte da Aeso. Lembo que, na primeira edição, alunos de jornalismo produziram programas de rádio sobre o evento. A turma de publicidade ficou responsável pela divulgação. Este ano, a integração foi mais tímida. E, justo agora, que a faculdade abriga um curso de Produção Fonográfica. Ocasião que seria perfeita para colocar essa rapaziada para trabalhar na montagem de palco, edição de som, etc. Fica a dica para o próximo Microfonia.

Vamos aos fatos de ontem. De cara, quero deixar registrado que, caso estivesse no júri, votaria no The Keith. Isso significa que o resultado foi injusto? Nem a pau. Candeias Rock City é merecedor de tudo que conquistou. E, goste-se ou não dele, Johnny Hooker é um exemplo muito bom e saudável para Recife. Em vez de ficar reclamando da vida, lamentando a falta de espaço, estrutura e tudo que joga e conspira contra todo mundo na cidade, ele não parou de produzir nesses últimos quatro anos. O resultado foi colhido ontem, e com méritos.

A noite começou com a estranha apresentação d’A Comuna. Vestidos de branca com uma camiseta escrita “Ídolos” – programa que fez de Miranda, quase que ele próprio, um -, fizeram um show que primou pelo inusitado. Primeiro, pela proposta da banda, extremamente distinta dos padrões do Abril pro Rock (alguém consegue imaginar o grupo tocando no evento?). Segundo, por um humor limítrofe entre a sofisticação e a patifaria, vide o cover de “Bonde da Orgia dos Travecos”, de MS Barney e Professor Aquaplay, que nenhum dos jurados (muito menos eu) conhecia. Na versão do A Comuna, ficou parecendo um “funk paraense”, algo como o encontro do morro carioca com o carimbó. A banda deve lançar, ainda no primeiro semestre de 2008, o EP “Maldito”. E é bom ficar de olho neles. Esteticamente, foi uma atração tão à margem de todas as outras que mais parecia um convidado deslocado na festa.

A Voyeur fez um show irretocável, sem falhas. Tudo bonitinho, seguindo à risca a cartilha do Cansei de Ser Sexy. O cover de “100%”, do Sonic Youth, foi maravilhosamente executado, em noite inspirada do guitarrista Paulista. O grupo não deve se abater com o terceiro lugar de ontem, mas, antes de tudo, mira-se no exemplo do Sweet Fanny Adams, quarto colocado na última edição e, das bandas que concorreram com ela, a que melhor trabalhou nesses dois anos.

O que me deixou de fato verdadeiramente surpreso foi o The Keith. A banda mostrou uma maturidade fantástica para a idade que tem. O show foi perfeito. A pegada da banda é irresistível, apropriando-se do que de melhor foi produzido nos anos 60 e adicionado tudo com algumas novas referências. Tudo extremamente bem arranjado e tocado. Dá para notar que é uma banda que ensaia muito, o que parece pouco, mas faz toda a diferença. Trata-se de uma banda já pronta, e, caso não seja piada do jurado-apresentador-produtor William P, a escalação deles no Abril Pro Rock será perfeita. Ah, o cover para “Substitute”, do The Who, foi uma espécie de tratado e demarcação de território em forma de música, como se eles dissessem de forma subliminar: “somos isso aqui”. E, paradoxalmente, o “disseram” de forma não-reverente. Para mim, a revelação do ano. E uma revelação já madura, apesar da pouca idade.

Já estou antevendo a chuva de comentários aqui. Que Johnny Hooker ganhou porque é amigo de Paulo André; que ele é o homem-microfonia; que é muita pose para pouca música. Pois pose e música combinam perfeitamente no Candeias Rock City. A banda é ótima, Johnny tem todo o manancial de traquejos roqueiros para entreter o público, e o show da deles é diversão garantida. E, afinal de contas, qual o mote maior do rock senão a pura e simples diversão, aquela agudeza gostosa de ouvir que provoca a vontade imediata de tomar uma cerveja no embalo de seus acordes? “Rebel Rebel”, do tão caro ao Johnny David Bowie, foi o momento da noite, com todo mundo cantando junto. Ok, a banda é esperta, e tratou de levar a sua claque. Só fico na torcida para que a banda não acabe depois do Abril pro Rock. Quanto a Johnny Hooker, ficou claro que teremos de aturá-lo por anos a fio. E isso é muito bom.

A Sweet Fanny Adams esbarrou em um problema raríssimo na Nox: o som não estava legal na apresentação deles. Assim foi com as duas primeiras, “Pretending” e a ótima “She Want’s”. A novidade é que a banda está investindo em uma faceta mais lenta e trabalhada, com ótimos diálogos de guitarras. Trata-se, junto da Amp, da banda que melhor trabalhou em 2008. Viajou o país inteiro, cresceram como músicos e compositores e chegaram no patamar invejável da certeza. Gostar ou não da banda é pura questão de dialética estética/pessoal. Eles são bons pacas no que fazem.

Agora, bonito mesmo tem sido os shows da Volver. Ontem, ficou a impressão de a banda ser uma máquina de hits. Todas as 15 canções que apresentaram são extremamente radiofônicas, com um tempero comercial não-apelativo e ao mesmo irresistível. Ao vivo é ainda melhor do que nos discos, e é muito bacana ver toda uma garotada (é, estou ficando velho) dançando e cantando toda as músicas da banda, fechando os olhos em algumas partes que pareciam registrar momentos marcantes de suas vidas. Várias garotas, todas muito bonitas (é, eu deveria ser músico em vez de jornalista…), se dedicavam a esse ritual de transcendência e abstração. Nada, graças aos céus, que lembre o histerismo tresloucado das fãs dos Los Hermanos, mas uma sintonia quase silenciosa transbordada de afetividade entre banda e público. As músicas? Pode escolher qualquer uma: da abertura com “Dispenso”, até o fim, com “Mr. Bola de Cristal”, passando pela desavergonhada “Coração Atonal”, tudo foi perfeito. Fico com “Tão Perto, Tão Certo”, canção que, para mim, é a carta de intenções da banda e resume toda a proposta dela: falar de relacionamentos, de perdas e conquistas, essa corda bamba chamada vida, em que nos equilibramos tontamente, embaladas por um rock pegajoso (no que a expressão tem de melhor).

Enfim, chegamos ao fim. E com a sensação de que ganhamos todos. Às vezes a vida é doce como uma canção de rock and roll.

52 comentários em “Cobertura: Final do Microfonia 2008”

  1. “A Sweet Fanny Adams esbarrou em um problema raríssimo na Nox: o som…”?
    – Não é raro, é latente. Vc deve ter problemas de audição, meu caro. É no mínimo estranho ter um som (PA) saindo só de um lado do palco! E o som da Nox, pelo menos o de ontem, está longe de ser bom pra bandas. Deve ser bom pros putz, putz (com todo respeito) que rolam por lá.
    Da próxima vez vc pergunta pro cada da mesa o que ele ta achando do som antes de falar bobagem.

    “em noite inspirada do guitarrista Paulista”?
    – Alguém entendeu o que ele tava tocando no show da Voyeur? O som tava confuso pra kct e qnd ele ligava um dos pedais de drive só se ouvia ruído.

    E, realmente, o que a Comuna tava fazendo alí? Acho que colocaram os caras na final só pra dizer que o festival (leia-se: concurso) é “democrático”.

    Só mais uma, pq eu não resistí:
    “essa corda bamba chamada vida, em que nos equilibramos tontamente.”
    – Poético, eim? ha ha ha ha ha

    Da próxima vez vamo ver se a Aeso faz um festival um pouco mais decente pras bandas, porque a organização desse ano foi realmente precária.

  2. o Cover que a comuna fez é de um grupo chamado U.D.R.de curitiba se eu não me engano. eles são um grupo de Funk Carioca só que mais violento e escatológico.

  3. Foi muito irado, obrigado a todos que apoiaram a gente e espero que não tenha sido uma piada, hahaha! Ruma ao APR?

    Abraços

  4. Aeee…queria agradecer a um monte de gente que ajudou lá…dizer que realmente tocar ali foi bem difícil para todas as bandas, de tarde na passagem de som, a gente já sentiu o drama…nada se ouvia do palco, tudo emboladíssimo, e na hora do show não foi diferente.
    Dinheirinho pra gravar agora!!=)

  5. Irado então. Gostaria de dizer que, subimos no palco com intenção de tocar no Abril pro Rock. Isso foi totalmente sublinhado por todos os membros da banda. Se conseguimos, eu fico completamente realizado.

  6. MAS QUE DIABOS!!! Tocaram um cover de Bonde da Orgia de Travecos da UDR e eu perdi??? =~~~~~
    Cacete, velho, eu tinha muito que ver isso.

    E UDR é de Belorizonte. E a banda já acabou. =/

  7. a cover do UDR foi o melhor momento da noite.

    brincadeira, todos os covers e shows foram bons. a galera tá de parabéns. johnny enfim é campeão.

  8. UDR era foda!

    Quem sacou showzinho underground, esse ano, na parte do sudeste conheceu.

    A banda acabou em Agosto , com a saida de Prof. Aquaplay.

    …………..J!M

  9. Não sei quem teve a idéia….mas tb não gostei do palco de lado….quando rola o nox on the rocks sempre rola de frente e é muito mais bacana….tanto o som pra a galera quanto pra a banda….só pra q ninguem ache q sempre rola assim quando rola rock lá na nox! ROCK!

  10. Recife viveu no Mangue um momento em que se aceitou uma renovação da música brasileira e, agora, volta ao provincianismo suburbano de querer ícones pops gringos. No que essa turma contribui criticamente para a música brasileira?! São formular manjadas de artistas consagrados. A turma daqui não vê shows ingleses ou americanos e quer ter as suas cópias. Basta ir pra São Paulo, não precisa ir à Londres, que tem banda assim de rodo. O que é horrível é ver, mais uma vez, a falta de ousadia de produtores e jornalistas, daqui, que esperam explodir com um novo Sepultura ou CSS ou qualquer banda que toque no mercado gringo como gringo.

  11. Achei meio sacanagem, a The Keith tocou 4 covers do Strokes, achei que cada banda só teria direito a um cover.

    Fora isso, Candeias Rock City sobrou no palco e deu a impressão de que a final era desnecessária, só serviu pra consagrar os caras e mostrar o quanto eles sobraram em relação aos concorrentes.

  12. Tagore suassuna( The keith)

    o who sempre pagou pau pro strokes, não é a toa que a letra de substitute versa sobre a substituição de keith moon por fabrizio moretti.

    ps: reveja seus conceitos relativos à tempo/data

    foram 3 covers do strokes + 1 de uma banda dos anos 60.

    obrigado a todos pelos comentários.

  13. “Candeias Rock City mereceu ganhar com sobra, pelo menos tem atitude e personalidade” = o povo gosta de uma presepada no palco

  14. Eu não assisto MTV. Eu não conheço esse movimento “new grunge” de que você fala.

    Bom, vamos aos fatos: eu já assisti MTV. Já, quem não? Assisti MTV num tempo em que se falava de música boa, dos movimentos legais desde a nostalgia da década de 60 e 70, até os movimentos góticos, new wave, shoegazer, não necessariamente nessa ordem, da década de 80, assim como o rock alternativo do fim de 80, o surgimento do grunge nessa mesma época e, mais recentemente, o começo do stoner rock, no começo de 90 pra cá. O que você chama de new grunge? Bom, eu não sei. Mas eu posso te dizer que uma referência do stoner rock é o grunge. Então, new grunge é stoner rock? Bom, mas isso é irrelevante, pois eu não sei o que é new grunge e nunca ouvi falar. Pode ser que você queira falar de um som de garagem… Claro, “grunge” em si, a palavra, se refere a garagem, som de garagem e derivados(grunge é garage, na gíria seattleana).

    Mas, de todo esse texto e em relação aos comentários aqui postados, gostaria de definir a seguinte posição:

    Pessoal, ninguém saiu perdendo não. Nem Recife, nem a Nox, nem o Microfonia, nem nenhuma banda que subiu no palco da quinta-feira, dia 11/12. Muito menos quem foi, pelo contrário. Nem os metaleiros saíram perdendo, porque, apesar de Iron vir tocar aqui, eu vi alguns com camisa das bandas mais metaleiras que eu já tive notícia(algo entre Venom, Cannibal Corpse ou Cradle of Filth) na Nox.

    O Manguebeat pode até existir, é um grande movimento, uma música que mudou os critérios de visibilidade do eixo recifense. Mas, nós, do Keith, nós fazemos o som que gostamos e não temos nada contra a música de ninguém.

    E deixando registrado aqui, que, porventura, não vamos parar de fazer o que quer que vocês chamem nem tão cedo.

    Pra os que gostam, obrigado por tudo. Pra os que não gostam, é compreensível, nem jesus cristo agradou a todos. Pra os que gostam de apontar o dedo, tenho um grande amigo meu, inclusive toca baixo na minha banda, que diz uma frase assim: “Lembre-se que quem aponta o dedinho indicador, sempre têm os três dedinhos da mão apontando pra si.”

    Abração!

  15. saudades do manguebeat disse,
    em dezembro 13, 2008 @ 12h20

    síndrome MTV e das novas bandas inglesas…

    é lastimável uma cidade onde nasceu o movimento mangue. ter que aturar bandas como essas ai…new grunge, jovem guarda retro…e o que pior..uma banda estilo CSS….em recife!!

    é no mínimo ridículo!

    saudades do mangue beat!

    que alezadooo dizer issoooo. o bom é uma cidade ter de tudoooooo……todos os gostos, cada um ouve o que quer e vai pro show que quer , se vc só gosta de mangue, vá atras dessas coisas, agora falar que é ruim, se cagou!!!

  16. putz! o que é que a galera tem contra banda que se influencia por som gringo véi?! o mundo não se restringe só a pernambuco, alfaias, pandeiros e chinelinho rasteiro não, galera! o mangue foi massa, deu visibilidade ao que se produzia por aqui, ainda tem bandas que bebem muito nessa fonte, mas outras não, buscaram outros rumos, com influências de dentro ou de fora do brasil, que mal tem nisso?

    e sobre o microfonia…achei o resultado do caralho! não podia ter sido outro!

  17. Viva o Mangue!
    Viva João Higino e todos os seus seguidores: Alceus,Ramalhos,Cortes,Polos,Vasconselos…
    Viva a Macarena e seus derivados.

  18. O resultado não podia ser outro!
    Candeias ganhou com folga, isso ja era esperado!
    Ouvi falar muito bem da The Keith tbm(É assim q se escreve)
    Enfim, todos estaõ de Parabéns!
    Boa sorte às bandas!
    E por favor NÃO sumam depois do microfonia…

  19. é o seguinte, n experem por nada inovador esses dias, esperem por musicas verdadeiras! isso é oq deves esperar.. inovação nos dias de hj, é um trabalho árduo, e quase que impossível.

    Falo isso porque, nenhuma das bandas de ontem mostraram algo inovador, o som que mais chegou a atingur uma barreira próxima da inovação foi a comuna, som chato o caralho! quem achava q “os bosseiros chatinhos, e intelectuais” iriam tocar U.D.R?! me diga, me diga.. eles descartaram um cover careta de caetano, chico etc.. e inovaram de certo modo.

    Td lá foi justo, só acho q a comuna poderia ter se saído melhor, the keith mereceu sim a segunda colocação, ou até talvez a primeira, n sei.. foi escolha dos jurados,fizeram um ótimo show, e é um som adaptável a mercadologia do som, etc, mais isso é o de menos.

    Johnny hooker, veio sem vergonha nenhuma, dentro a vários show passados, e não deve vergonha de encarar o “glitter” bowieano etc, e fez a melhor performance em qquer banda apresentada antes, só q n ouvi em nenhum momento a voz de johnny, de tão ruim o som, desculpe nox, aeso e produção, foi péssimo o som.
    Mereceu ganhar, mereceu msm, tbm votaria nele(na banda).

    Voyeur mereceu oq conquistou, 3º colocação, parabéns, e vão em frente!

    sinto mto pela comuna, n sei.. abraço.

  20. Intelectual do bar Central

    Realmente, ninguém aguenta mais a Comuna ex-intelectual. Vamos sugerir aos caras da banda pra eles mudarem o nome pra: “Cansei de Ser Chato”.

    Mano disse:
    “A Comuna foi pavoroso, muito ruim mesmo, os caras querem dar uma de intelectuais despojados, não convencem muito não. ele na verdade são bem ruizinhos ai misturma uns acordes loucos e quem for bobo engole isso. muito ruim aquilo ali.”
    Acho que ninguém engole, Mano. A coisa é que o nível é baixo mesmo: ou imita a gringalhada ou faz essa desgraça tropicália barata.

    Ruth disse:
    “Os caras estão iludidos, como se estivessem fazendo um grande som, diferenciado. São mais cliches do que pensam. Falta musicalidade ali.”
    Quem deve estar iludido mesmo é quem vai pra um festival juveni(no mau sentido) esperando ouvir algo “diferenciado”. O que o festival quer são essas atrações subalternas.

    A sina do subúrbano é mesmo conviver com essas expressões sonhadoramente “modernas” e cosmopolitas. Deprimente.

  21. Rafael Oliveira Limeira Borges

    Galera, eu juro que essa brincadeira de negação me enrolou muito. Eu já não sei se Alcidão gosta de mangue, se Tagore quer por um synth no Keith, se João gostou ou não da Comuna.

    Eu prefiro a esculhambação generalizada e sincera.

    Morgou, morgou.

  22. Tagore Suassuna (The keith)

    AUHaUHahU

    é meu caro felipe, acessos de “dupla personalidade” aqui é bóia, mas vamo que vamo que o que interessa é incomodar.

  23. O Jonny parou de reclamar então hugo?! Que bom, ta crescendo e evoluindo….

    Lembro dele reclamando, quase chorando, quando falaram mal do som dele no primeiro microfonia e dizendo que o cara que escrevia pro recife rock nem devia escrever porque era um biologo, na certa biologo nao entende de musica… :P

    hahahahahahahahha

    To de onda só, mais uma vez, microfonia previsivel, e eu nem fui… :)

  24. Sem contar que o manguebeat teve uma grande influência de Londres, que diga a família Osbourne ou Iommi. Usar distortion em Les Paul(que por sinal é um monstro idealizador e grande guitarrista primor do século 20) é uma característica bem peculiar provinda de terras anglo-saxônicas. Quer dizer, sem contar que, Anthony Iommi tocava com a SG, inicialmente entitulada Les Paul e que, posteriormente, após Les Paul não gostar do corpinho do capeta e da cor-de-vinho com escudo preto, pediu pra mudarem o nome da série, que passou a se chamar SG.

    Mas tudo veio de um canto anglo-saxônico só: a Les Paul veio dos EUA e Tony Iommi e o Black Sabbath de Londres.

    Viva o Manguebati.. ops! Manguebeat! hehe

    Eita vida difícil, já dizia meu amigo Tagore.

  25. O SHOW DA VOLVER NA NOX FOI PERFEITO..SIM CONFESSO QUE SÃO MÚSICAS BEM FÁCEIS DE CANTAR,MAS O QUE TEM ISSO MESMO?A VOLVER TEM UMA COISA QUE FALTA PARA MUITAS BANDAS:ORGANIZAÇÃO POR COMPLETO.E MESMO MUITO CHAPADO NA NOX TENHO QUE DIZER OU MELHOR GRITAR:CARAS MOSTREM O SOM DE VCS PARA OUTROS ESTADOS OUTRAS GALERAS.

    SOU UM FÃ DE CHICO,DO MOVIMENTO MANGUE.O CARA FEZ SUA HISTÓRIA SIM,PORÉM PRECISAMOS DE SANGUE NOVO.CONCORDO COM A PESSOA QUE ESCREVEU QUE CHEGA DE TANTAS BANDAS COM ALFAIAS.CHICO JÁ FEZ ISSO.CADÊ A ORIGINALIDADE?]

    É ISSO VOLVER VCS ESTÃO PRONTOS E QUE PORTAS SE ABRAM PARA VCS. E EU MORRO ESCUTANDO CORAÇÃO ATONAL

  26. O lance do ser humano que não tem muito a argumentar é dizer que a banda x imita a z que imitou a w e por aí vai…Mermão,vamos acordar,crescer.Se basear em algo não é o fim do mundo. Idiotice é achar que pode fazer música sem ter alguma base,ouvir sons de qualidade singular,etc.

    Ps:Nada contra Alfaias e acordeons mas PUTA QUE PARIU,que saco querer que todas as bandas “locais” tenham esses instrumentos para prestar,serem foda.

    No mais,só vi de Candeias Rock City em diante.
    The keith: esse é o caminho.show maneiríssimo!
    Volver:O que vocês ainda estão fazendo no Recife? Estão prontos para decolar,brothers!show sensacional.

  27. concordo com os caras do The Keith…

    esse lance de forçar ser original e tentar parecer criativo é uma merda….coisa de bacaninha ´´cool´´.

    é muito mais honesto fazer o som que gosta e tá afim de fazer…pouco se fudendo se isso vai parecer original ou não.

    os viúvos do Mangue Beat certamente morrerão lamentando. Recife já teve sua época com o Mangue Beat, e dificilmente terá algum movimento tão marcante por aqui novamente, não adianta. Assim como em Seattle, que teve seu marco no grunge e ficou por isso mesmo.

  28. …”extremamente distinta dos padrões do Abril pro Rock (alguém consegue imaginar o grupo tocando no evento?).”

    NÉ FODA? pq não poderia imaginar a comuna tocando no abril? distinto dos padrões do festival?!? até bandas de pífano de caruaru já tocaram lá, o que caralhos impede a comuna? oa, que mancada hugo, desculpe rapaz, vc é jornalista, e pelo visto conheçe a indústria musical, foi feio isso, tente se redimir numa próxima.

  29. allstar disse,
    saudades do manguebeat disse,

    Amigos, viver de arte no Brasil é uma arte por si só quem dirá em recife não é mesmo?

    agradeço pelo que disseram e fico muito grato em saber que pessoas elogiam nosso som que no minimo é sincero, quero dizer a vcs 2 em particular que nós da vovler estamos indo morar em SP, sei que lá existem bandas ao monte feitoa nossa mas, é engraçando essa relação pq quando tocamos em outros estados sempre perguntam “cadê as alfaias?” hahaha saudades do mangue, entendi qd vc fala do mangue pois aquele tempo era inovador o que chico e a nação faziam e vc ta mais que certo,allstar, fiquei feliz com seu post em saber que um fã do mangue gosta de uma banda como a volver e aliás nós tb gostamos de chico e nação, fez parte de nossa juventude também, agora falando para todos: as pessoas podem não gostar das bandas mas, para isso não precisa ridicularizar a nenhuma, ninguem sabe o trabalho que é ter uma banda, lidar com pessoas que tem pensamentos diferentes, é muito complicado, o que eu acho é que se num curte, não ofenda, tenho um amigo que não gosta da vovler pq não é o tipo de som que curte mas, sempre me diz que a banda faz bem feito o que se propõe a fazer e é isso o que as pessoas deveriam fazer, eu mesmo adoro musica clássica principalmente “BACH” e o cara era foda mesmo mas, por não curtir muito Wagner, não quer dizer q as peças que ele escreveu são ruins, apenas não gosto e não digo que é uma bosta heheh, o que precisa ter nessa cidade é mais respeito entre as pessoas e nada mais que respeito, é o minimop, se gosta vá ao show, se não gosta não fiquem aqui perdendo seu tempo escrevendo coisas banais.

    PS: é muito triste saber que uma cidade que tem 470 anos, ainda é uma provincia.

    pensem e reflitam.

  30. Rapaz… depois de ler tudo, gostaria de parabenizar as bandas, foi muito bom o que se viu na última quinta-feira(pelo menos para mim). Tenho certeza que ao invés de Otávio ter falado “Negro” no sentido racista, ele deva ter falado “Nêgo” no sentido de pessoa. Conhece ele muito bem, e sei que ele jamais faria comentários racistas. Inclusive eu sou negro, e sempre fui bem tratado por ele.

    Bom… parabéns a todos.

  31. Só para acrescentar, seria excelente se o RecifeRock! fizesse uma mesa redonda para discutir esses assuntos. Gostaria de ver metade das pessoas que comentam aqui irem para expressar suas opinões. Escrever é fácil, mas eu queria, ao vivo, as demonstrações de “sutileza” e de experiência expostas aqui.

    E que sejam todos felizes! [2]

  32. FIM DAS PANELAS JÁ!!!!

    galera…façam um movimento dos orkuteiros sem cérebro….fincados na lama da net…quem sabe não nasce um novo movimento…

    adeptos é o que não faltar!!

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