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Cobertura: El Mocambo no Burburinho

Burburinho lotado como poucas vezes vi, oferecendo, no andar de cima da casa, uma ótima estrutura de som e luz para uma banda que está engajada na difícil missão de deixar para trás o passado cover e entrar no universo autoral.

El Mocambo no Burburinho (Foto Guilherme Moura)

Às vezes até nós, que cobrimos rock em Pernambuco, entramos na maré de pessimismo que volta e meia assola quem produz e consome o gênero por esses lados. Sexta-feira, no Burburinho, durante o show de lançamento do primeiro – e homônimo – disco do El Mocambo, voltamos a ter motivos para ficar otimista: Burburinho lotado como poucas vezes vi, oferecendo, no andar de cima da casa, uma ótima estrutura de som e luz para uma banda que está engajada na difícil missão de deixar para trás o passado cover e entrar no universo autoral.

Conhecida por fazer covers de blues e rock dos anos 60 e 70 desde 2003 na noite recifense, a El Mocambo gravou seu primeiro trabalho com composições próprias, produzido por Leo D, William P e Sérgio Kyrillos, do estúdio Mr. Mouse. Sexta-feira foi a vez de conferir o show de lançamento do álbum e o lado que poucos conheciam da banda, ou seja, o repertório que foi composto ao longo desses seis anos de estrada.

O que já se sabia sobre o grupo é que ele é formado por três excelentes músicos, Rodrigo “Morcegão” (guitarra), Jô Pinto (bateria) e Thiago Correia (baixo) que tocam com esmero clássicos do que de melhor se produziu na música americana das décadas de 60 e 70. Sem contar que Morcegão é, sem sombra de dúvida, um dos melhores guitarristas de sua geração, e dono de um vozeirão digno dos grandes mestres do blues.

A outra novidade da noite, pra mim, era o novo espaço a ser explorado, o andar de cima do Burburinho, que, para muitos dos presentes, lembrou o finado Dokas. O que livrou o local de uma das pragas em seus shows: as malfadas mesas, que simplesmente engessam o público em qualquer apresentação. O cuidado com o som – perfeito – e palco dá a acreditar que Recife tem uma nova casa para abrigar shows de médio porte (450 pessoas).

El Mocambo no Burburinho (Foto Guilherme Moura)

Enfim, após a meia-noite e já com casa lotada – e muita gente ainda querendo entrar -, a banda entra em cena. No tocante a parte instrumental, não há o que reclamar; são impecáveis. O problema é romper uma barreira que até para o Blues Etílicos é difícil: o idioma. Blues em português, por melhor que seja a letra, soa esquisito. E aí não é problema da banda, que faz tudo certo, mas que, talvez, devesse estudar com carinho a possibilidade de compor em inglês.

Outro obstáculo a ser superado por eles: como passaram anos tocando para público de barzinho, acabou angariando um público com o típico perfil dos frequentadores de bar, ou seja, gente que não está ali necessariamente  por causa da música. Foi assim no show da El Mocambo sexta-feira. Ainda que lotado, apenas metade da plateia prestava atenção ao show. A outra metade estava dispersa, e parecia mais interessada em qualquer outra coisa, menos com a apresentação do El Mocambo. A banda, para estes, era apenas um detalhe a mais na decoração local.

Assim sendo, não é de estranhar que as melhores partes do show estivessem reservadas para as ótimas versões da banda para “Sol e Chuva“, de Alceu Valença, e “A Balada da Calma“, de Lula Côrtes, que deixou boa parte do público de fato concentrado. Embora as 12 faixas autorais apresentadas sejam realmente muito boas, soando estranhas apenas devido ao “fator idioma”.

A El Mocambo vive um momento crucial da carreira; o de deixar a imagem de banda cover para ganhar respaldo e respeito como grupo autoral. Como músicos, não precisam provar nada a ninguém. Resta saber se o público conquistado por eles – e público de banda cover costuma ser ingrato – vai se interessar pela nova proposta deles. De qualquer forma, é louvável e corajosa a atitude da banda. E, a julgar pelo que se viu sexta-feira, tem gente disposta a pagar – literalmente – para ver. Ainda bem.

ps. em breve… 2 vídeos e mais umas fotinhas :)

79 comentários sobre “Cobertura: El Mocambo no Burburinho”

  1. Pedro Moreira de Sá Cavalcanti

    Acredito que, mesmo sendo considerado por alguns, “esquisito” blues em português, nao deve-se apegar a fatos de tao pouco esmeril. Blues é por definição da propria musica, um som de emoçao, nao importando em que indioma ele esteja sendo tocado, e principalmente pela qualidade de quem o apresenta. Morcego é um dos poucos musicos do nosso quadro que consegue passar a alma na sua guitarra tocando com força e vibrando com a energia de todos os que acompanham a banda durante todo o tempo que se passou. Mas discordo plenamente da posição observada por nosso colega Hugo sobre o publico estar dividido, pois, alem de tambem estar no recinto, conheço a maioria das pessoas que la se encontravam e sei que todos, mesmo aqueles mais quietos, estavam curtindo a emoção de um sonho realizado pelos nossos amigos da El Mocambo, e sei tambem que a qualidade do trabalho dos meninos irá abrir muito mais portas de agora em diante, principalmente pelo esforço e qualidade demonstrados nesse sabado.

  2. Pedro Moreira de Sá Cavalcanti

    PS.: Alem do mais, os meninos estão realmente se virando ao cenário do rock n´roll. Quem foi la escutar blues tambem pode ter sua amostra com duas musicas fantasticas, que para mim, que sou bluesmaniaco nao me pareceu nem um pouco piegas. “Luiz” e “Diga para Mainha” são blues tocados com emoção. A raiz de tudo pode ser o blues, obviamente, mas os meninos da El Mocambo tocam Rock N´Roll…..e de muita qualidade.

    Obrigado pela oportunidade de expressao minha opinião.

  3. Fica aqui só duas correções, a banda é composta por Rodrigo Morcego ( guitarra e vocais), Tiago, juro q não sei se com ou sem H ( Baixo) , e o Jô Pinto-Bateria-Jô Pinto ( Bateria). E show foi sexta-feira, como é de praxe.

    Quanto ao cd, esse foi gravado pela banda apenas trocando o baixo por Gilson Biu Boleiro Junior, que é membro fundador do el mocambo e apesar de não mais tocar na banda deixou registrado sua presença.

    Quanto ao show, falando como um fã que acompanha a banda desde sua origem, um show excelente, a banda na parte instrumental impecável como sempre, Rodrigo cantando impecável, e para quem acompanha sabe q isso é uma mudança radical, alguns devem lembrar como ele cantava mal, a mudança é notória! fantástica!

    Quanto ao local, sensacional, o andar de baixo do burburinho não dava mais vencimento para o publico q se estapeava entre mesas para ver a banda. O som e iluminação foram tratados com um profissionalismo digno de, arrisco dizer, primeiro mundo.

    Finalizando com uma sensação pessoal, houve um tempo onde ouvi muita gente dizendo que el mocambo não iria para frente “ninguém quer ouvir blues em recife” e ainda assim a banda fez/faz sua historia tem/construiu seu público única e exclusivamente com seu esforço e talento, sendo assim não vejo ninguém melhor que Morcego, Jo e Tiago Pequeno para mostrar a recife, quiçá país, que blues cantando em português pode ser ótimo!

    “um xero para todo mundo”

  4. Ao me deparar com essa coluna me pegunto de onde será que vem o digníssimo autor, que apesar de parentemente escrever um bom texto, parece super desinformado sobre a trajetória da banda, a diferença entre ritmos musicais e inclusive de fatos que não precisam de grandes pesquisas, como o nome certo do trio, o dia exato do show e o público que o assistiu….. fico a me perguntar, será que ele esteve realmente no show? Porque o show foi realizado no burburinho no 1º andar, na SEXTA-FEIRA, e não no sábado como supracitado,… o público em sua grande maioria era de frequentador assíduo da banda e que, inclusive, sabia grande parte das letras do CD e cantavam junto com eles. Ah! E a banda é composta por Rodrigo Morcego (guitarrista), Thiago “Pequeno” Correia (baixo) e Jô Pinto (baterista)…. posso até concordar com o fato dele ter confundido o nome do baxista pois Thiago Pequeno entrou na banda depois que o CD foi gravado por Gilson “Biu Bolero” Júnior, baixista que acompanhou a banda por mais de 4 anos, mas confudir o baterista… tenha dó! É subestimar o público da banda! Se o sr Hugo não percebeu, a grande maioria das músicas do CD autoral é rock, com alguma influencia de blues, lógico, mas rock, com letras criativas, tocantes e algumas até engraçadas, um CD p/ ouvir, sentir, sorrir e pensar!
    Bom, passado o impacto inicial, vale salientar que o show foi de uma grandiosidade incrível, iluminação e som perfeitos, banda em sintonia total entre eles e com o público, repertório afinadíssimo e de grande estilo.
    Tenho certeza e a consciência tranquila de que minhas palavras não expressam apenas a minha opnião como a de todas as pessoas que conhecem, prestigiam, curtem e são fãs dessa banda talentosíssima, de carisma inconfudível e musicalidade correndo nas veias.
    Parabéns a El Mocambo pelo trabalho bonito que vcs fizeram, pela energia contagiante e pelo show inesquecível da sexta-feira dia 22/05. E no que depender do público que lotou o lançamento, pessoas de Recife, Pará, Maranhão (alguns que conheci), fãs e público de primeira viagem, o CD será sucesso garantido no além Recife.
    O que desejo à banda?! Sucesso…. sucesso….. sucesso….
    E ao autor…… se informe mais antes de fazer comentários e passar nformações eradas…. Boa sorte!!!

    Fã e incentivadora da música de qualidade…..
    Dayse Tavares

  5. A banda como sempre foi perfeita, mas para quem não entende de música, realmente fica difícil fazer matéria sobre tal, antes de comunicar fatos, apurem primeiro, ou até mesmo faça uma facul de jornalismo, o show foi perfeito, e o nome do baterista, é jô pinto, o melhor!!! vale salientar, eles tocam rock, muito bemmmmmmmmmmmmmm, meu bem!

  6. Me sinto muitas vezes questionado a respeito do apoio por parte da imprensa estadual e muitissimas vezes, do conhecimento desta própria cena do nosso rock n´ roll pernambucano, que se diga de passagem, é um dos melhores do Brasil, . É um vechame o que se alavanca da música pobre… vícios de uma parte da população já invenenadas pela própria obra direcionada da mídia… Certamente sabendo, temos que, ou nos envenenar com este sangue de coisas novas (e ruins)… ou então nos submeter a desembolsar rios de dinheiro para se ter uma acessibilidade honrrosa de nossas músicas por aí. Abram seus corações para coisas boas… Aqui em Pernambuco, sei que nem as bandas são de plena união, o que nos faz de sucesso diferente de povos como os baianos. Lá o sucesso é dividido entre todos… Sempre se tem lugar no sol para muitos. Pernambuco precisa de mais união entre os músicos, bandas, veículos de imprensa… mais pensamento positivo de que podemos fazer uma lance muito mais forte, sem ficarmos presos a memórias passadas, mangues ou sanfonas… O que ganhamos atualmente, vem do que fazemos hoje! O que importa é o hoje… União e Pernambuco pra frente!

  7. Realmente, alguns pontos devem ser esclarecidos. O principal é que o trabalho autoral da banda é PURO ROCK´N´ROLL! O blues só ficou por conta de uma música (Luis) que, mesmo assim está em puro NORDESTINÊS e dá muito bem conta do recado sem precisar se amuletar no inglês.
    O show de lançamento foi um sucesso e fruto de uma árdua batalha, que está só no início, e mostrou que Recife tem público e gosta de ouvir música sem ser cover.
    A El Mocambo já é uma banda bem sucedida, ao meu ver, e com certeza, com esse trabalho vai voar bem longe.

  8. A El mocambo é hoje um dos nomes mais fortes do Rock pernambucano… Já muitissimo conhecida pelos quatro cantos do Estado… è rock and roll!!! E muito bom! Bola pra frente garotos!

  9. Grande Hugo, tirando alguns erros coloquiais eu me sinto contemplado com tal materia, so fica a dica. Mesmo a El mocambo usando o blues no nome, a banda nunca se prendeu apenas a tal estilo quando esta tocando.

    O cd é Rock pra caralho, foge de uma coisa so ou outra… :)

    E eu realmente nao curto o publico de barzinho nao, eu sou meio chato, vou pra show pra prestar atenção no show e nao pra bater papo e pra ficar bebendo, coisa que eu vi acontecer la na hora do show.

    Faça isso antes ou depois, mas respeite o artista que ta la no palco. Se quer conversar, beber ou paquerar desça pra parte de baixo ou fica la atras no final do espaço, nao na frente do palco falando besteira.

    :)

  10. Tenho certeza de que as pessoas que curtem e vivem o cenário Rock n Roll em Recife sabem que a El Mocambo não deixa a desejar em absolutamente nada! O show foi fantástico em todos os sentidos.
    Em relação ao idioma, penso que seja apenas uma questão de costume, já que praticamente não temos bandas fazendo músicas “rock n blues” em português. Eu gosto da mesma forma que em inglês, pois sei que a letra é a mesma e o som é o mesmo!
    A El Mocambo está de parabéns pelo excelente trabalho.
    Vale citar também a participação da banda Magriffe, que abriu o show. Outra banda autoral em Recife, que fez um som muito bem feito, e merece nossos aplausos!

  11. Como muitos já falaram, venho apenas enfatizar que a El Mocambo não se prende ao gênero Blues,qualquer pessoa com o mínimo de senso musical sabe perceber isso… A El Mocambo é Rock e Rock não só na musica,mas também na atitude (Tanto de perseverança em correr atrás do que acredita quanto na incrível presença de palco)… Quanto a opinião de Hugo sobre o publico eu também discordo,pois foram mais de 450 pessoas lá presentes e era perceptível mais de 70% do publico se amontoando em direção ao palco,e os outros % estavam SIM prestando atenção,afirmo isso porque fui um dos que preferiu ficar lá trás tomando uma, enquanto curtia cada uma das musicas.

    Concordo quando o assunto são as dificuldades a serem enfrentadas por uma banda conhecida por covers ao lançar seu 1ª cd autoral… Mas acho que já esta mais do que claro que ATÉ em relação a isso a El Mocambo está sendo uma exceção.

    Essa matéria deixa claro um dos maiores problemas de Pernambuco… A incompetência da imprensa, que tem uma visão sempre enfadonha e antiquada de que jornalismo é sempre sinônimo de reclamação.

    Sobre o som e show de lançamento dos caras, ninguém tem o que reclamar.
    Foi Foda,
    E PRONTO!

  12. fã é fã… e tem muitos amigos comentando o que torna mais passional ainda. …

    fazer cover é uma coisa…compor é outra completamente diferente.

    uma coisa é tocar como neil young, pink floyd, stones….etc…outra coisa é compor como eles…querendo ou não agora e sempre vai haver as comparações.

  13. Prezado Hugo,

    Acho q você pecou e muito em relação ao El Mocambos, como citou, esquisito “BLUES” porém hoje a autoria dos Simpáticos e Lindos queridinhos “El Mocambos” é de puro Rock’n roll, e em relação a público disperso, de onde você tirou essa falsa idéia? Acho q você precisa sim, refazer essa notinha pedindo desculpas ao público que você cita disperso e ainda ao Grupo q foi maravilhosamente “PERFEITO”!
    Ao El Mocambos SUCESSO, e que o Hugo possa redgir melhor sobre VCS!!!

  14. A El Mocambo está de parabéns pela noite emocionante da sexta-feira. Um show muito bem produzido,pra nao dizer perfeito (palavra arriscada). O palco estava fantástico, com o som e a iluminaçao fantásticos.A banda em total sintonia, com uma execuçao inquestionável ! O público compareceu , lotando a casa, e curtiu todo o show , do inicio ao fim. O evento foi um sucesso, sem dúvidas !!! O show de banda independente mais bem produzido que já assisti.
    Muitas vezes o blues e o rock se misturam e se confundem , mas acho que no trabalho autoral da El Mocambo essa diferença é explícita: 9 das 12 músicas,quase 90%, do disco são rock n roll puro, tornando dessa forma o estilo bem definido.
    Tenho a opinião de que banda nacional deve cantar,se expressar, em português. É a forma mais democrática e natural de expressao, seja no rock, no blues, funk, samba , choro…
    O que seria de bandas como Tutti-Frutti,O Terço, Tim Maia, Barao Vermelho , se cantassem em ingles? Cantar em inglês nao tá com nada !!!
    Sucesso pra El Mocambo, o primeiro grande passo foi dado, agora é dar continuidadeaos trabalhos que com certeza muitas coisas boas virão !!!
    Grande abraço

  15. O cara ali ta dizendo que a banda tem dois baixistas porque o baixista da banda tem um irmão gêmeo pow, mas não tem nada haver não que o outro é baterista po eiuehuiehu O show foi do caralho nunca vi o burburinho cheio daquele jeito em nenhum show cover deles, continuem assim!!

  16. na boa toda vez que o site faz resenha sobre uma bandinha da cena que começa a vida autoral é a mesma histeria por parte da tribo que acompanha a bandinha começa os ataques e xingamentos a pessoa do resenhista de plantão. eu ouvi o cd e respeitosamente acho que uma banda não se torna boa porque os amigos acham nem por fazer um show que toda a tribo vai. o desafio é a continuidade e conseguir sair da esfera barsinho. achei o trabalho confuso e as letras depresivas e sem muito sentido, o guitarrista parece mais um ator representando um guitarrista solando muito e solar não quer dizer que voce é um bom musico acho eu. o baterista é bom e o baixista toca direito. achei muito fraco o trabalho de composição, ouvir duas vezes só sendo muito amigo.animar uma noite num barzinho é de fato diferente que fazer seu propiro material. o show da livraria cultura foi bem diferente do burb pois não era um ambiente de bebidas e azaracão e o efeito foi outro.essa banda fez alguns shows no downtown e não tinha quinze pessoas por noite e nem por isso a banda é um fracasso e tambem não é sucesso por ter lotado um barsinho na noite de estreia é logico. achei tambem que fazer o show de estreia no lugar que sempre a banda toca cover não foi uma atitude corajosa. é lógico que o gueto vai em peso e isso não credita a banda a qualquer promessa de sucesso.não gostei da banda ter levantado uma bandeira do blue em recife e depois de tanto tempo fazer um album que nao tem blue.espero que aceitem minha opinião e respeitem a do sujeito que fez a resenha.

  17. Gostei bastante da reportagem na parte que reconhece o trabalho e esforço da excelente banda El Mocambo , no entanto, discordo quando fala que a banda deveria cantar suas músicas em inglês. Acho que o uso do nosso idioma pode até ser um fator a mais para a atração de mais admiradores já que a banda está quebrando um tabu.

    Quanto a este parágrafo: “gente que não está ali necessariamente por causa da música. Foi assim no show da El Mocambo sexta-feira. Ainda que lotado, apenas metade da plateia prestava atenção ao show. A outra metade estava dispersa, e parecia mais interessada em qualquer outra coisa, menos com a apresentação do El Mocambo. A banda, para estes, era apenas um detalhe a mais na decoração local.” acho q você cometeu um equívoco, afinal acredito que as pessoas n pagariam para subir no primeiro andar podendo estar no térreo ouvindo, como vc dá a entender, a música apenas de fundo sem precisar pagar.
    Acho que as pessoas têm suas diferentes formas de expressar interesse pelo show podendo ser olhando para a banda, ou não, ouvindo calado, ou não. E muitas vezes o papo ao longo do show poderia até ser a respeito do desempenho da banda naquele exato momento.

    A banda está de parabéns e eu me orgulho muito de saber que existe uma banda do porte da El Mocambo representando divinamente Pernambuco.

  18. Eu sei de uma coisa: eu adoro a El Mocambo!!

    O cd é maravilhoso, os shows nem preciso comentar! A presença de palco desse trio é excelente e os caras tocam muitooooo! Rodrigo, Jô e Thiaguinho arrasam!

    Não concordo que o público da banda seja de bar e que não estão lá para ver o show deles; pelo contrário, diversas pessoas que estavam ali tenho certeza que só foram pra ver a El Mocambo, até porque quem queria ficar em um bar não compraria ingresso se a finalidade era só beber uma cerveja.

    Sucesso pra El Mocambo!! Eles merecem muito!

    Beijos!

  19. essa banda só funciona no burburinho mesmo.
    Hugo falou a verdade e eu concordo. É uma banda para adolecentes que insistem em trata-los como adolecentes lutadores e esforçados, papo furado.
    nunca os vi tocando e se firmando em outro lugar que não fosse o proprio burburinho e parece que se orgulham muito disso.
    esses rapazes fizeram uma temporada numa boate bem perto dali e a casa ficou vazia.
    Quer dizer o publico deles só vai se for no burburinho.
    logo após a estreia na sexta eles fizeram um show na livaria cultura e foi um fiasco porque na livraria não pode beber e viajaram muito com o sucesso de barzinho começaram na brincadeira e começaram a se levar a sério demais.
    O líder da banda é daqueles que se tornam o melhor amigo do cara quando precisam de alguma coisa.
    O disco finalmente posso dizer é uma das coisas mais bizarras e sem talento que eu já ouvi e tenho certeza que deixou suas viúvas muito constrangidas.
    A ultima musica do cD é uma prova de falta de senso dessa banda,
    os fãs dessa banda confundem MUSICA com AMIZADE como toda bandinha de garagem que se preze e acabam tratando a banda como adolecentes e com mais de trinta anos e ainda não se desvencilharam do burburinho tenha santa paciência!
    Hugo colocou alguns videos no you tube e o que ele diz é a verdade, quando acaba uma musica mostra o publico constrangido e timidos apalusos. As letras desse cD são muito depre-cabeça doidão e não dizem coisa com coisa.
    O lider da banda faz o tipo batalhador coitadinho para seus fãs ficarem todos com receio de dizer a eles que não adianta apenas fazer politica de amizades e tomar cachaça todas as noites com os fãs para garantir a bilheteria. Falta MUSICALIDADE a essa banda que podes crer não vai mais longe que o quarteirão do burburinho.
    Depois de anos tocando cover de blues fazem um disco que tem nada a ver e os fãs engolem e fica por isso mesmo.Pede para eles falarem do show da livraria Cultura ninguem falou nada. Os fãs não foram na cultura porque ali não pode beber e aguentar o som dessa banda só muito chapadão! No show fiasco do downtown tambem ninguem comentou o fracasso. CHAU!

  20. Estão confundindo ENERGIA FISICA com ENERGIA MUSICAL essa que é a verdade achei a banda bem fraquinha. Não entendi tambem qualé a da banda que sempre apregoou o alto astral forçado em seus show faz musicas tão tristes e desperancosas me deu até uma depressão. Qual é a verdade afinal é uma banda densa ou só uma banda pega bebo? morcego é um musico ou um grande relações publicas sinceramente não sei.

  21. puts…quanta baboseira….

    o show “acustico” na livraria cultura…foi impressionante. eu estava lá.

    quem não foi simplesmente perdeu…

    essa banda ai tem talanto de sobra. as canções são muito boas. Só não é uma banda expetacular banda como os covers que eles fazem (acho que isso até eles tem consciencia disso). Simplesmente isso. E em relação a o que está sendo feito em PE e no Brasil . El mocambo está naa primeiras posições .. isso sem sombra de dúvidas.

  22. Foi uma noite memorável para a cenário local. Quem realmente conhece e faz parte desta cena sabe disso. A banda fez um show com bastante exito, no meu ponto de vista. Som e luz de primeira qualidade, e todos os integrantes tiveram uma performance muito boa.

    Em fim, eu e muitos que conheço e estavam lá também não se arrependeram de ter pago o ingresso.

  23. O que posso dizer é que os caras realmente são bons, porém achei o disco fraco. Sem falar que Morcegão tem uma verdadeira ojeriza a bandas iniciantes (uma vez ele entrou no Dowtown, onde estava tendo um show de bandas iniciantes, o mesmo saiu de lá dizendo que não aguentava aquilo). Sobre o trabalho autoral, eles tentaram fazer uma mistura de regional com blues e rock. Não ficou nem uma coisa nem outra. E sobre a parte de cima do burburinho, pra tocar ali é a maior resenha, o dono só libera pras bandas “cool”. Dificil fazer as coisas aqui em Recife.

  24. Fazer rock and roll – no mais amplo sentido da palavra – numa cidade como o Recife, é algo desafiador e, via de regra, muito ingrato. Por aqui, nem os ritmos da terra, o frevo e o forró, são prestigiados. Grande parte da galera que se diverte à noite prefere mesmo o axezinho baiano e esse forró-mela-cueca cearense, além dos “calypsos e colapsos” importados do Pará.
    E aí, vem umas bandas esforçadas tentar fazer um som diferente da mesmice. Não me surpreende que a El Mocambo não tenha sido compreendida por parte dos que aqui comentaram a resenha do Hugo. Ele está correto, foi um grande show. Se não acertou na definição do ritmo, talvez com uma audição do CD, reforme a opinião. É muito mais rock and roll que blues, que, óbvio, está presente. Afinal, quem tem um mínimo de conhecimento sabe que o blues está presente na base.
    Quanto ao comportamento dos mocamboyz, foi exemplar. Tanto no palco como no trabalho de divulgação. Os rapazes “de mais de trinta anos” – nem todos, Thiaguinho é bem mais novo – cresceram. Ou melhor, amadureceram, e fazem um som de qualidade.
    Uma última observação: eles não precisam de “amizades” na imprensa pra serem divulgados. São dos poucos que estão fazendo a coisa a sério. E têm coragem de trabalhar, ao contrário de alguns “músicos” locais. A “lei de murphi”, como foi citada, já está fora de cena há quase dois anos, OK?

    Parabéns, Morcegão, Thiaguinho e Jô. O disco é bom, criativo (sobretudo as letras) e o show foi massa.

    Abraço

  25. Só posso dizer que o show foi memorável…som perfeito..banda totalmente integrada….musicas e letras maravilhosas…enfim ‘” A NOITE FOI MARAVILHOSA”. Não importa se a El Mocambo canta em inglês ou português, se canta Rock, Blues ou MPB….o que importa é que é música de qualidade e que Rodrigo e seus amigos são muito corajosos de dar um passo desse tamanho e muito competentes em realizar um evento dessa qualidade. O que falta é a nossa cidade dar o real valor a seus FILHOS e termos orgulho de pessoas como eles. PARABÉNS MOCAMBO!!! POUCOS FAZEM UM SOM TÃO BOM QUANTO O DE VOCÊS!!! Grande Abraço.

  26. perdi o show…infelizmente….

    mas pelo pouco de tempo que acompanho os caras da El Mocambo….eles têm toda a garantia de um trabalho bem feito, os caras são extremamente profissionais no palco e merecem todo o respeito.

    A resenha foi infeliz em alguns aspectos, todos sabem que o El Mocambo segue um rock´n´blues na veia de bandas contemporâneas como Gov´t Mule e Black Crowes…logo, não tem essa de dizer que o trabalho autoral deles distoa do que tocam nos bares de Recife…

    segundo, blues não tem linguagem específica e nomes como André Cristovam, Celso Blues Boy e Blues Etílicos estão aí para provar que o importante é cantar sobre a realidade de um modo mais transparente possível…

  27. ja ta manjado a tática de postar aqui a favor e contra e criar um reboliço para divulgar a banda. Os comentários estão muito repetidos como se fossem uma ou duas pessoas se passando por muitas e criando uma divulgação para a banda. TÁ MANJADA ESSA!

  28. Não presenciei o show mas sei do potencial do El Mocanbo que aconpanho desde de 2004.
    Rodrigo, Jô, Thiaguinho e o inesquecivél Gilson Biu Jr são os melhores do rock blues em RECIFE-PE.

    Grande Abraço!

  29. quando uma banda toca noventa e nove por cento de sua existencia no mesmo lugar acaba naturalmente formando uma mini seita etílica que se a banda der um pum todo mundo acha maravilhosos e ai de quem disser que o pum não é cheiroso. Se a banda toca um ritmo só nesse tempo todo de existencia também quando muda radicalmente o estilo de uma hora para para outra os resultados também não são satisfatórios. Os amantes da banda então começam a delirar e confundir laços afetivos com música, afinal os partícipes da noite seguem a banda fiel e incondicionalemte por anos a fio esperando justamente o grand finale que é o autoral e depois de tanto tempo seguindo a banda fica chato justamente na hora mais importante da banda que é o lançamento do tal autoral ai fica chato dizer que era melhor ficar divertindo os fãs com um cover da melhor qualidade a se meter num terreno inóspito e ingrato que é o autoral.
    Fica então uma banda, uma seita estabelecida de fanáticos seguidores reféns de si mesmos e um fim em si próprio que não propraga além do cercado da tal mini seita, ou talvez uma verdade que fica entre esse grupo mesmo e que aos poucos vai se dissipando porque uns casam, outros param de beber, se casam, amadurecem e vão procurar outros ambientes e diversões. E a banda que criou a seita fica em maus lençois, a idade chega e chegam também bandas novas e novas seitas. Se voce planta melão não pode colher melancia e se uma banda adota uma postura de gréia e depois quer ser levada a sério fica muito esquisito para se entender. Pelo menos foi isso que eu entendi lendo voces pois aqui em Natal é a mesma coisa e as bandas passam pelas mesmas dificuldades até nos posts anônimos usarem nome e sobrenome e todos sabem que no máximo tres ou quatro pessoas se passam por dezenas isso foi dito aqui e me despeço com alegria e no carnaval estou em Olinda brincando o melhor carnaval do país em Natal não tem muitas atrações nessa época.
    Abços

  30. Quem sempre acompanhou de perto todo o trabalho da banda talvez esteja sentindo o orgulho que senti após sair do show. De fato, ambiente impecável: som, iluminação, palco perfeitos! Tive a sensação de que Recife ainda tem excelentes bandas que possam representá-la dignamente por aí.

    Parabéns à banda! Parabéns Morcego!

  31. Eu era pagodeira ate que conheci a banda e minha vida mudou ficou muito mais alegre. Eles são tão bonitinhos e educados, vão na mesa falar com agente e tratam a nóis com muito amor e carinho. São os melhores musicos do mundo são incriveis e muito animados tambem não deixam a gente parado nem um minuto. As letras são sensacionais como só os grandes poetas podem conceber – eu e todos os meus amigiguchos ouvimos o dia inteiro achamos as musicas muito lindas agente dança sem parar. Os meninos da banda são muito fofos gentem, fala sério, educadissimos, estudiosos – sempre foram primeiros de turma – eles já atravessaram muitas velhinhas no sinal, sempre fizeram boas ações e são muito simpáticos com nós e com todos,ajudam os pobres e necessitados, não falam palavrão e não falam mal dos outros. Não perdo nem mais um show/////

  32. What the hell?!…
    Já pensou se toda orquestra sinfônica que “começasse a carreira” tocando Beethoven fosse tachada de “cover” obrigada a renunciar aos clássicos pra só se realizar se tocar sua música “autoral”?
    Música “autoral”… mas que diabo é isso?!
    Alguma música é “não-autoral”?
    Robert Johnson, Eric Clapton, Buddy Guy, Stevie Ray… cover? Não, cara! blues é clássico!
    Música autoral… blá-blá-blá!

  33. é justamente por fazer sua própria música que Betthoven é Betthoven, e todos o conhecem. Se ele tocasse as musicas dos outros ninguem o conheceria hoje. Betthoven não seria Betthoven, seria um musico cover em algum bar da época.
    Já os músicos da orquestra, sei não! E os clássicos existem para os músicos covers tocarem por que alguem os fez. E quem os fez fazia música autoral. Entendeu?

  34. se não fossem os compositores, os covers iam tocar o que?
    se voce quer ser cover e viver disso tem que cantar muito bem e tocar muito bem e ter uma boa aparência e se preparar para ganhar pouco e ser pouco reconhecido. É uma opção também. Esse paralelo usando a musica clássica como argumento foi uma das coisas mais ricículas já postadas aqui, deve ser algum musico de cover bebado ao chegar de mais uma noite de um barzinho escondido ou em casa desempregado.
    Quem sabe cria, quem não sabe copia!

  35. O show foi como sempre sensacional,a banda intereira numa sintonia fora do comum,um espetáculo!O show de abertura da banda Magriffe foi ainda mais inesperado, uma banda nova no cenário pernambucano e com uma qualidade bastante madura, um repertório bem selecionado e bons músicos!Parabens!

  36. Mas o que danado é cover? Não estou falando de Beethoven ser ou não ser cover! Estou dizendo que Herbert Von Karajan foi o maior intérprete de Beethoven, mas não compôs uma música sequer. Karajan era “cover”? foi menos músico por isto? Não, meus queridos, o grande maestro alemão foi o maior intérprete da obra de Beethoven!
    Ahá! Ver Rodrigo Morcego tocar VooDoo Child… não tem preço! Este é o ponto G da questão! El Mocambo tem direito legítimo e inquestionável a parte desta herança que Robert Johnson, Jimmi Hendrix e Stevie Ray Vaughan nos deixaram! Rodrigo, tudo bem com suas músicas “autorais” – Blues Etílicos também tem repertório ” autoral” – mas não esqueça que El Mocambo é um grande e fenomenal intérprete dos grandes clássicos do Blues! Só uma reivindicação: Morcegão, bote uma sanfona em Texas Flood e extrapole todos os limites, detone todos os velhos conceitos e destrua os paradigmas estabelecidos! e no mais, curta esta polêmica…
    Deus salve o Blues de Pernambuco!

  37. O show de lançamento do CD de estréia da El Mocambo foi sensacional! Tecnicamente impecável (som, iluminação, etc…nunca vi tanto caprixo numa apresentação independente desde VOLVER), artisticamente impressionante – com aquela ótima performance que o recifense roqueiro já está acostumado a ver nas noites de sexta – e um marco na história da banda e do próprio burburinho, que registrou naquele 22 de maio o seu maior público até então. Uma noite simplesmente memorável!

    Quanto ao disco, ao contrário do que alguns disseram aqui, está muito longe de ser um trabalho confuso. É que a densidade musical e poética do morcego está muito a frente das cabeças bitoladas, acostumadas ao 2+2=4. É música de alto nível, e isso não é pra qualquer ouvido mesmo não! E cantada em português sim, sinhô! Oxete!

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